09/01/2007 01:15

De 12 a 20 de janeiro, nos municípios de Icó e Iguatu, acontece o II Festival de Música de Câmara do Centro Sul e Vale do Salgado. O evento é dividido em seis núcleos: musicalização e didática, instrumental - sopros, instrumental - percussão, instrumental - contemporâneo, instrumental - voz, tecnologia e produção e instrumental - cordas.
As oficinas que serão realizadas durante o encontro será dividido em três momentos: prática e técnica instrumental individual, prática em conjunto e apreciação musical dos espetáculos. Segundo Eduardo Fideles, coordenador do Festival, esta última etapa "é de grande importância para o desenvolvimento estético, pois os alunos entrarão em contato com aquilo que o professor descreveu na sala de aula".
O Festival conta com o apoio de 50 prefeituras do Estado para viabilizar o transporte dos alunos das cidades vizinhas ao Iguatu e ao Icó e dar melhor assistência a eles. Poucas oficinas são abertas para os professores da rede pública e de iniciação infantil. Utilizando instrumentos próprios ou das prefeituras que apóiam o evento, os demais alunos são músicos iniciantes e pessoas que já possuem alguma prática instrumental. Com 10 a 30 vagas por turma, as 40 oficinas (contemplando práticas em flauta, clarinete, saxofone, violino, bambolim, piano, reparo e manutenção para bandas, composição e arranjo e musicalização, entre outras) são ministradas por corpo docente cuja maioria é composta por mestres e doutores.
É chamada música de câmara qualquer formação instrumental que possua poucos executantes. O termo vem da acepção da palavra "câmara" como sinônimo de 'sala', 'quarto'. Portanto é, literalmente, a música destinada a pequenos espaços e escrita para pequenos conjuntos. Algumas formações caseiras ficaram famosas, principalmente no final do período barroco e início do classicismo. Há o exemplo clássico de peregrinações de ouvintes à casa de J. S. Bach, onde eram realizados sarais que se tornavam verdadeiros concertos, por conta do notório talento da família Bach para esta arte.
O Festival terá apresentações da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho e a pianista Duda di Cavalcante, Quinteto de Sopros Alberto Nepomuceno, Quarteto Cearense, grupos de metais Brás Quinteto e Quinteto Brassil e o músico Joseph Skillen.