Francisco de Almeida

16/12/2006 16:28


Natural de Crateús, o xilogravurista Francisco de Almeida, 46, gostava de desenhar e pintar ainda pequeno. "Mexia com restos de tintas de tecido e de parede que havia em casa. Quando cheguei em Fortaleza, a dona Ignez Fiúza (artista plástica e marchand) viu meus trabalhos e pediu que eu fosse procurar o museólogo Henrique Barroso no Museu de Arte da UFC, o MAUC. Lá já estava iniciando um curso e as vagas já estavam todas preenchidas, mas eles me deram a oportunidade de ser aluno especial. Comecei a manipular carvão, giz, pastel, óleo", lembra. Aos poucos, Francisco começou a fazer xilogravuras, repletas de imagens com referências à religiosidade popular e agregando outros materiais, como pedras e rendas. Apesar dos sintomas do atrofiamento muscular que lhe dificulta os movimentos do corpo, Francisco não pára de produzir. Desde 93, o xilogravurista participou de todos os Salões de Abril. Em cartaz até 7 de janeiro, a II Bienal Internacional Ceará de Gravura mantém uma sala especial na Galeria Antônio Bandeira em homenagem a Francisco de Almeida, com seis gravuras do artista.




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