Douglas Mendonça
da Revista Motor Show
Na hora da troca, existem várias marcas e tipos de óleo para o motor de seu carro. Garanta vida longa a ele escolhendo o lubrificante certo
30/08/2008 00:56

Os óleos são classificados em minerais aditivados, minerais com aditivação sintética e óleos sintéticos. Os minerais aditivados são aqueles encontrados normalmente nos postos de serviço. Com especificação correta, eles atendem às necessidades da grande maioria dos motores dos carros nacionais.
Os óleos minerais de aditivação sintética são lubrificantes mais bem elaborados, mais caros, que atendem às necessidades de motores mais sofisticados, como grande parte daqueles que encontramos sob o capô dos carros importados.
Sem a utilização de óleos minerais, os fluidos 100% sintéticos são feitos a partir da mistura de complexos elementos químicos que geram óleos que suportam altas condições de cargas e temperaturas, mantendo estáveis suas características. Um lubrificante fantástico que só não substitui o mineral por custar muito caro: pelo menos o triplo do preço, dependendo da marca. Um cuidado: alguns fabricantes não deixam muito claro em suas embalagens se o óleo é 100% sintético ou um mineral com aditivação sintética. Na dúvida, leia a embalagem. Se houver menção a “aditivos sintéticos” ou “blend”, é indicação de tratar-se de um mineral aditivado. Um bom lubrificante, mas aquém de qualquer sintético.
O óleo deve ser escolhido por suas especificações. Uma delas é a viscosidade ou densidade do fluido. Um óleo fluido como água, por exemplo, tem baixa viscosidade. Um óleo denso como mel tem alta viscosidade. Os óleos modernos têm duas viscosidades em suas embalagens: um número acompanhado da letra W (winter + inverno) é a densidade do óleo quando está frio, no momento da partida. E o outro número é a viscosidade do lubrificante quando o motor está aquecido, em condições normais de trabalho. Assim, um óleo 20W40 significa que ele se comporta como um óleo 20 quando está frio e como um óleo 40 quando está aquecido.
A outra especificação diz respeito às características de operação do óleo. Quem determina isso é o American Petroleum Institute (API). Quanto mais moderno o óleo, maior é a classificação dada pelo API seguindo o padrão alfabético. Um óleo mineral puro, sem nenhum aditivo recebe a classificação APISA (o S indica motores a gasolina, álcool ou GNV e o A o “grau” da classificação). O óleo mais moderno de nosso mercado hoje recebe a classificação API SM. Na realidade, o API SA não existe mais. Hoje o mercado comercializa mais APISE, o mais barato, e a seqüência SF, SG, SH, SJ, SL e SM.
Veja o manual do proprietário de seu carro e siga a especificação recomendada, tanto na viscosidade quando na realidade do óleo. Quanto mais velho e desgastado o motor, maior poderá ser a viscosidade com relação à recomendação. Uma recomendação 10W40 do manual, por exemplo, pode subir para 20W50 nos motores com 70 mil km ou mais.
E-Mais
Óleos com indicações como 5W30 e 10W30 (viscosidade) são muito usados porque conseguem lubrificar bem tanto em condições de muito calor quanto em casos de muito frio. Sempre siga a recomendação do manual do carro.
Troque o filtro seguindo as especificações do manual. Normalmente a troca coincide com a troca do óleo.
Nunca use o óleo além do máximo especificado. Se existirem sobras na lata, não coloque o excesso no motor. Você levar e guardar o frasco para a próxima troca.
As duas indicações na vareta correspondem à marca de máximo, marca superior, e de mínimo, a marca inferior. O nível de óleo pode estar entre as duas.