Sílvio Mauro
da Redação
As férias terminaram mas isso não significa que a aventura acabou. Confira as dicas para fazer parte de um grupo que cresce a cada dia no Ceará: os trilheiros em seus veículos off road
09/08/2008 01:04

O Ceará, como se sabe, é uma terra generosa em paisagens naturais. Tanto no interior quanto no litoral de quase 600 km. Por isso, uma tribo tem crescido cada vez mais no estado desde a chegada dos carros 4x4 importados, que trouxeram mais conforto para o mundo off road: são os trilheiros, gente que se reúne periodicamente para fugir da cidade e explorar estradas vicinais do sertão e da praia. Mas o que é preciso para ser um trilheiro?
Segundo José Mozar Junior, presidente do Comando Dunas, além, obviamente, de um veículo com tração nas quatro rodas, é preciso muita disposição e boa vontade para ficar muito tempo sentado e enfrentar os imprevistos que são bastante comuns em um passeio. Um bom preparo físico também ajuda, mas não é indispensável. "Temos muitos barrigudos no clube", brinca ele. O Comando Dunas faz passeios periódicos - principalmente nos feriados prolongados - e os membros costumam ir com a família. A participação de mulheres e crianças é bastante comum nos passeios dos clubes de off road cearenses.
No quesito cuidados pessoais, é aconselhável levar lanches leves e muito líquido. Apesar da programação inicial, é difícil saber onde e quando vai ser encontrado um bom lugar para comer. Basta um dos carros ficar atolado que os horários de chegada já mudam. "Não pode existir pressa", afirma Vicente. Ele acrescenta ainda uma dica: um kit de primeiros socorros pode ser bem útil.
Vale ressaltar o fato de que, ao contrário do que acontece nas competições, a velocidade é o que menos conta no mundo dos trilheiros. O Bandoleiros, por exemplo, é um clube criado por aficionados do jipe Bandeirantes, comercializado pela Toyota até o começo da década. O carro é conhecido por ter um motor resistente e de manutenção barata mas que não tem o desempenho como um dos pontos fortes.
"Nos passeios que organizamos, muitos amigos vão juntos com outros carros. Mas o ritmo é o do Bandeirantes. Os carros não passam de 80 km por hora", destaca Luiz Marreira, um dos fundadores do Bandoleiros. Vale acrescentar que a falta de pressa não impede os trilheiros de irem longe. "Já fizemos um passeio de 5 mil km, até o Tocantins", diz ele.
Apesar da dureza das estradas de terra batida, como o objetivo dos trilheiros é se divertir e fugir do estresse, alguns itens de conforto fazem parte dos passeios. Acampar em barracas não é um expediente muito comum, principalmente por causa das crianças. E até os jipes Bandeirante recebem alguns acessórios para amenizar os trajetos. A maioria, segundo Luiz, tem ar condicionado e direção hidráulica.
Bandoleiros
Este grupo reúne apaixonados por Toyota Bandeirante e divulga encontros semanais e passeios. A troca de experiências sobre off road e a funcionalidade do veículo é outro objetivo do grupo que mantém o site www.bandoleiros.com.br
Comando Dunas
Entre os eventos que este grupo realiza estão a expedição anual pelo litoral do Nordeste, passeios informais e ralis de regularidade. No site www.jet.com.br, estão informações sobre mais clubes
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