12/07/2008 00:49

Wílsane Damasceno, encarregada de compras de uma locadora de veículos, procurou o Senai para fazer um curso de mecânica automotiva por necessidade profissional. Era a única mulher na sala de aula, porque a programação era mais direcionada para mecânicos e nesse universo o público masculino é a esmagadora maioria. Iniciativas como essa, no entanto, de mulheres procurarem deliberadamente uma instituição de ensino para saber mais sobre carros, são casos bem isolados.
Segundo Jeanete Barbosa, analista de gestão da área de marketing do Senai, o curso básico voltado para o público feminino está disponível, mas muitas vezes não acontece por falta de alunas. Ela informa que é preciso um mínimo de 14 pessoas para tornar o curso viável. Jeanete acredita que isso acontece não porque não haja interesse por parte das mulheres, mas muitas não sabem da existência dessa opção. "Tanto que nós levamos uma palestra para a Autop (feira de autopeças que aconteceu em Fortaleza, em abril) e houve grande procura", argumenta.
O problema também acontece no Sest/Senat, onde o curso específico para o público feminino precisa de pelo menos dez pessoas para fechar uma turma e raramente consegue é número. Mas ele acha que no caso da instituição, é falta de interesse, mesmo. "Nós fazemos uma boa divulgação, mas mesmo assim não há procura", diz.
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