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HILUX

SRV: automática e robusta

O POVO testou a Hilux automática cabine dupla da Toyota. A picape surpreende: alia conforto sem perder a esportividade. É cara, mas vale a compra e o prazer de dirigir

Arlen Medina Néri
da Redação

25 Jul 2007 - 02h32min

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Com motor 3.0 e tração nas quatro rodas, a Hilux gera fila de espera na revendedora cearense da Toyota(Foto: Divulgação)
Feche a porta, passe o cinto de segurança, dê a partida no motor. Esta é, provavelmente, a seqüência mais executada entre a maioria dos que possuem um carro. Mas as semelhanças acabam aí se você estiver a bordo de uma Hilux SRV cabine dupla automática. A máquina da Toyota é disposta. É também valente e confortável. É o tipo de carro que você gostaria de ter na garagem - apesar de ter mais de 5 metros de comprimento e 1,8 metro de largura e a mesma medida na altura. Não é para qualquer garagem - nem para qualquer bolso!

Com motor 3.0 e tração nas quatro rodas, dotada de freios ABS (que impedem o travamento dos pneus) e air bag frontal, a picape testada durante uma semana pelo O POVO custa R$ 116.500,00 para entrega em Fortaleza. É cara? Não é barata, mas existe hoje uma fila de 200 no mercado cearense querendo comprar o carrão. Só não se vende mais por absoluta falta do produto. A Newland, revendedora exclusiva da Toyota no Ceará, vende por mês 20 delas entre automáticas e dotadas de câmbio mecânico.

A Hilux é um sucesso no Estado e existem inúmeras razões para isso. Roda muito bem na cidade e pelo Interior adentro. Faz os gêneros rústico e chique ao mesmo tempo. A abertura de ar no capô, para ampliar a refrigeração do motor, deixou o layout do carro mais moderno. O câmbio automático, ao contrário do que muitos possam achar, não fez perder a esportividade e nem retirou o prazer de dirigir. A SRV, quando a alavanca seletora do câmbio sai do "P" para a posição "3" responde rápido com seu motor diesel turbinado. E a Toyota dotou o carro com dezenas de itens de conforto, bem ao gosto dos consumidores e usuários mais exigentes. O som é completo: é feito para seis CDs e MP3. O ar-condicionado, apesar de não ser digital, é rápido ao gelar a qualquer hora do dia (o que faz uma diferença danada num Estado como o Ceará). E existem inúmeros "porta-trecos-e-latas" espalhados pelo painel central, pelo console, e nas laterais das portas.

Mas o carro tem leves "cochilos". E, felizmente, todos dentro do ambiente da cabine (pedantemente chamada de "habitáculo" pelas montadoras e especialistas da área). Apesar de a Toyota ter assegurado um maior espaço para os três passageiros do banco traseiro, ainda existe um desconforto. Falta um pouco mais de profundidade e os joelhos ficam levemente empinados em relação ao banco, principalmente para o passageiro que sentar no meio. O ajuste automático dos retrovisores fica numa posição incômoda, abaixo do lado esquerdo da direção. E, suprema ironia, a trava das portas não é acionada eletronicamente (é preciso tocar no botão). Os vidros elétricos não sobem e descem a um só toque - também é preciso que o botão fique acionado até o final da operação. Mas são detalhes ínfimos e todos facilmente corrigíveis nas próximas versões.

Piloto autimático
Um ponto, que está dentro da cabine, foi lembrado e é importante para este tipo de veículo - a tecla "Cruiser" ou "piloto automático". Ela mantém a velocidade que você quiser programar. A partir dos 40km/h o motorista faz a programação de velocidade que desejar seguir na estrada ou nas ruas da cidade (cada vez mais cheias de radares e lombadas eletrônicas). Basta acionar a tecla que fica numa alavanca da direção. A programação é suspensa se você acionar o freio ou se desacionar a tecla. Mas a "memória" não é perdida e pode ser retomada acionando novamente a "Cruiser". O carro tem um tanque de 80 litros e pode transportar até 1.000 quilos em sua caçamba. Mas quem tem uma SRV dificilmente entulha a picape com carga pesada. Com design arrojado, aros de liga leve, faróis de neblina e ótima estabilidade, a Hilux automática é, de fato, um "peso pesado" para a concorrência.


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www.revolucaototal.com.br


AVALIAÇÃO

CONFORTO


PONTOS ALTOS
- Sistema de Som (CD e MP3)
- Ar-Condicionado "rápido"
- Inúmeros Porta-trecos
- Cinzeiro portátil

PONTOS FRACOS
- Posição do ajuste dos retrovisores
- Leve desconforto no banco traseiro
- Vidros e trava elétricos não-automáticos
- Falta divisória para CDs no console


ASPECTOS GERAIS

PONTOS ALTOS
- Câmbio automático perfeito
- Direção precisa e estável
- Motor forte e disposto

PONTOS FRACOS
- Com som desligado, ruído do motor é sentido
- Trepidação acentuada


PREÇOS NO CEARÁ
(cabine dupla)

SRV automática R$ 116.500,00
SRV mecânica R$ 111.200,00

NOTA
(de zero a 10)=8

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