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Luizianne vê engano e não vitória do vice Tin Gomes

Em entrevista ontem, ao vivo, no programa Coletiva, da TV O POVO, a prefeita Luizianne Lins (PT) rebateu declarações de seu vice, Tin Gomes (PHS), de que ele a teria derrotado. A petista assegurou que não ficará refém de Tin e reconheceu que ele foi um aliado estratégico

Gabriel Bomfim
da Redação

05 Jan 2009 - 00h41min

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Prefeita participou ao vivo, ontem, do Coletiva, respondendo às perguntas de jornalistas e telespectadores(Foto: MARCUS CAMPOS)
Para a prefeita Luizianne Lins (PT), o que seu vice, Tin Gomes (PHS), chama de vitória, denomina-se “enganação”. Luizianne foi a entrevistada de ontem do programa Coletiva, da TV O POVO, e rebateu as declarações que Tin deu em entrevista publicada hoje no O POVO, na qual ele diz ter vencido a prefeita e o governador, Cid Gomes (PSB). Luizianne e Cid apoiaram

Elpídio Nogueira (PSB), candidato derrotado por Salmito Filho (PT) - que teve sua candidatura articulada por Tin t-na corrida pela presidência da Câmara.

“Não é derrotar, é enganar. É isso que ele quer dizer? Enganou a mim e ao governador?”, questionou a prefeita. Luizianne reconheceu a importância de Tin nos últimos quatro anos como presidente da Câmara, mas disse considerar “intolerável” que ele se coloque no papel de articulador na Casa e promete não ficar “de jeito nenhum” refém de seu vice. “(Tin) Tem que se conscientizar de que ele não é mais presidente da Câmara e que a Câmara não pode mais atender aos interesses dele”, disse.

“(Tin) Foi um aliado estratégico, e justiça seja feita: tivemos muito poucos problemas com a Câmara”, declarou. A prefeita disse ter “confiado cegamente” na liderança de Tin à frente da Câmara, e que não poderia prever que o hoje vice-prefeito eleito utilizasse esse poder para construir uma “bancada própria”. “Qualquer governante jamais pode imaginar ficar refém de seu próprio vice, que está controlando o parlamento”, ponderou.

Dificuldades
Luizianne minimizou as possíveis dificuldades no caso de piora na crise e rompimento com o presidente da Câmara, mas disse esperar que o caso não tenha um final “trágico”. “Já teve prefeitos que governaram sem maioria na Câmara. É difícil, mas não é impossível. Mas não é esse o cenário que eu quero não”, ponderou.

A prefeita também disse que a participação de Tin no governo dependerá dos desdobramentos da crise e de conversas posteriores. Luizianne disse que já expressou apoio a Tin caso ele queira candidatar-se a deputado estadual, mas negou haver desejo de “livrar-se” dele.

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