Política
Polêmica
Advogado de vereador eleito culpa partido por fraude
O vereador eleito Irmão Leo (PRP) afirma que é vítima de perseguição política de seu partido, o PRP
Ítalo Coriolano
da Redação
19 Nov 2008 - 00h51min
Acusado de ter falsificado o diploma de conclusão do ensino médio, o vereador eleito Irmão Leo (PRP) foi ontem à Câmara Municipal para conversar com alguns amigos vereadores sobre o assunto. Procurado pela imprensa, Irmão Leo repetiu o mesmo argumento que vem defendendo desde que a possível irregularidade foi tornada pública: "É um processo político de perseguição de pessoas que têm interesse. Só isso".
O vereador eleito declarou que nunca viu o certificado falso e que jamais estudou na escola Governador Adauto Bezerra, instituição de ensino que teria expedido o documento. E foi só: o vereador eleito finalizou a breve entrevista afirmando que o caso está entregue aos seus advogados e que só prestará os devidos esclarecimentos após o término das investigações.
Entre os advogados que já ofereceram para defender o parlamentar está o vereador e também advogado Márcio Lopes, que acusa o próprio PRP de ter colocado o diploma falso na documentação enviada à Justiça Eleitoral no momento do registro de candidatura do então candidato. "A gente acha que houve uma armação na colocação de documentos falsos", declarou o vereador. Márcio Lopes garantiu ainda que o diploma de ensino médio nem mesmo poderia interferir na condição de candidato de Irmão Leo, já que o documento seria "desnecessário" para o processo de registro de candidatura.
O presidente do PRP, Moreira Leitão, rechaçou a acusação e disse que a documentação é responsabilidade do candidato. "Não acredito que ele (Márcio Lopes) tenha dito uma besteira dessa. Será que está doido porque perdeu a eleição?", questionou, indignado. Ele apresentou ainda outro indício de que o autor da fraude seria o próprio Irmão Leo: "Foi ele que autenticou o documento no cartório que fica perto da casa dele, lá no Mondubim", acusou.
Moreira concorda com o vereadores Márcio Lopes no que se refere a não obrigatoriedade da apresentação de um diploma do ensino médio no processo de registro da candidatura, mas ressalta a obrigatoriedade da entrega de uma comprovante de escolaridade. Caso contrário, seria necessária a realização de um teste para comprovar que o candidato não era analfabeto.
O vereador eleito declarou que nunca viu o certificado falso e que jamais estudou na escola Governador Adauto Bezerra, instituição de ensino que teria expedido o documento. E foi só: o vereador eleito finalizou a breve entrevista afirmando que o caso está entregue aos seus advogados e que só prestará os devidos esclarecimentos após o término das investigações.
Entre os advogados que já ofereceram para defender o parlamentar está o vereador e também advogado Márcio Lopes, que acusa o próprio PRP de ter colocado o diploma falso na documentação enviada à Justiça Eleitoral no momento do registro de candidatura do então candidato. "A gente acha que houve uma armação na colocação de documentos falsos", declarou o vereador. Márcio Lopes garantiu ainda que o diploma de ensino médio nem mesmo poderia interferir na condição de candidato de Irmão Leo, já que o documento seria "desnecessário" para o processo de registro de candidatura.
O presidente do PRP, Moreira Leitão, rechaçou a acusação e disse que a documentação é responsabilidade do candidato. "Não acredito que ele (Márcio Lopes) tenha dito uma besteira dessa. Será que está doido porque perdeu a eleição?", questionou, indignado. Ele apresentou ainda outro indício de que o autor da fraude seria o próprio Irmão Leo: "Foi ele que autenticou o documento no cartório que fica perto da casa dele, lá no Mondubim", acusou.
Moreira concorda com o vereadores Márcio Lopes no que se refere a não obrigatoriedade da apresentação de um diploma do ensino médio no processo de registro da candidatura, mas ressalta a obrigatoriedade da entrega de uma comprovante de escolaridade. Caso contrário, seria necessária a realização de um teste para comprovar que o candidato não era analfabeto.
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