Política
POLÊMICA
Patrícia chama candidato de "laranja"
Em debate na Faculdade de Medicina, a candidata do PDT disse que Carlinhos (PCB) seria "laranja" a serviço da campanha de Luizianne
Gabriel Bomfim
Especial para O POVO
18 Set 2008 - 01h22min
Apesar de ausente, a prefeita e candidata à reeleição, Luizianne Lins (PT), foi personagem central de algumas das principais polêmicas do debate entre os candidatos à Prefeitura de Fortaleza, realizado ontem, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). No momento mais quente, quando houve discussão entre Patrícia Saboya (PDT) e Carlos Vasconcelos (PCB), foi para a atual prefeita - e também para o senador Tasso Jereissati (PSDB), que apóia a pedetista - que sobraram os ataques. A pedetista afirmou que o candidato do PCB seria "laranja" a serviço da candidatura do PT.
O confronto ocorreu quando Carlinhos perguntou a Patrícia como seria a relação de uma possível gestão sua com os servidores públicos municipais. O candidato do PCB questionou a pedetista, tomando como referência seu aliado, ex-governador Tasso Jereissati. Ele criticou as administrações do tucano à frente do Governo do Estado, às quais denominou de "truculentas" no trato com o funcionalismo público.
Patrícia afirmou que iria tratar os servidores "com respeito e admiração", mas também revidou a crítica ao tucano. A pedetista alfinetou Vasconcelos, afirmando que seus aliados não esconderiam dinheiro na cueca - em referência a caso envolvendo um assessor do então deputado estadual José Guimarães (PT). Segundo ela, o candidato do PCB seria "laranja" da atual prefeita - ou seja, estaria fazendo campanha "a mando da prefeita Luizianne Lins", acusou. Ela também qualificou o candidato do PCB de "sem compromisso" com o povo de Fortaleza e "pelego".
"Não sou laranja coisa nenhuma", defendeu-se Carlinhos. "O povo de Fortaleza me conhece". Ele também se disse orgulhoso do trabalho que desenvolveu na Prefeitura, quando coordenou, até o último mês de junho, a merenda escolar na gestão Luizianne.
Mandato
Moroni Torgan (DEM) foi outro que direcionou seu discurso contra Luizianne. Ele sugeriu que, caso a petista seja reeleita, será Tin Gomes (PHS), seu vice, que cumprirá a maior parte do próximo mandato. O candidato do DEM perguntou ao auditório, formado majoritariamente por estudantes universitários, se a "juventude" pretendia eleger como prefeito Tin Gomes, destacando que ele foi chefe de gabinete de Juraci Magalhães, então prefeito pelo PMDB. Para Moroni, se Luizianne for eleita, ela passaria apenas um ano e três meses no cargo, afastando-se em seguida para ser candidata nas eleições de 2010. No O POVO de ontem, a prefeita afastou a hipótese e afirmou que cumprirá os quatro anos de mandato, caso reeleita.
A prefeita recebeu críticas ainda de Adahil Barreto (PR). Questionado por Patrícia, o candidato do PR afirmou que a Prefeitura, ao invés de pagar o que deve, teria aumentado sua dívida de R$ 270 milhões para R$ 350 milhões. Para ele, o argumento apresentado por Luizianne para a não realização de grandes obras - falta de dinheiro ao receber a administração - seria uma "falácia".
O deputado federal Eudes Xavier (PT), membro da coordenação política da campanha de Luizianne, negou os dados apresentados por Adahil. "Nós não aumentamos a dívida, nós pagamos a dívida e temos capacidade de crédito", afirmou. Segundo o parlamentar, o Município tem, hoje, condições de conseguir empréstimos em instituições nacionais ou internacionais.
Eudes Xavier também negou que Carlos Vasconcelos seja "laranja" da candidatura petista. Ele defendeu o candidato do PCB, a quem disse considerar "uma pessoa correta, que não faria nenhum papel esdrúxulo na política". "Não tem sentido e não tem lógica a crítica política que se fez contra o Carlos Vasconcelos", declarou.
EMAIS
- Durante uma de suas falas, Luiz Gastão (PPS) chamou atenção para a suposta quebra das regras do debate por parte do filho de Patrícia Saboya (PDT). Ciro Saboya estaria filmando o debate, o que havia sido proibido pela organização.
- Gastão colocou em questão a credibilidade da candidatura de Patrícia. Ele sugeriu que o desrespeito à regra indicaria o que poderia vir a acontecer em uma possível gestão da pedetista.
- Ciro Saboya, procurado pelo O POVO, disse não ter sido informado dessa regra do debate. Ele também afirmou que não imaginou "que ele (Gastão) iria ficar tão incomodado".
- Ele ressaltou que sua atitude não tem "nada a ver" com uma possível gestão de sua mãe e disse considerar que Gastão deveria estar "sem assunto" para gastar 35 segundos de sua fala com uma "besteira", segundo qualificou.
BASTIDORES
- O debate, realizado pelo Fórum de Centros Acadêmicos do Porangabussu, contou com a presença de sete dos nove candidatos à Prefeitura - apenas Luizianne Lins e o Pastor Neto Nunes (PSC) não compareceram.
- A sala reservada para o debate, com capacidade para 200 pessoas, ficou lotada. Para acomodar o público, foram usadas mais duas salas, uma com capacidade para 150 pessoas, outra para 100. Nessas salas, o público acompanhava o debate por telões.
- Moroni Torgan (DEM) chegou cerca de uma hora após o início do debate. Ele tinha uma entrevista agendada na TV Verdes Mares. Quem o substitui até sua chegada foi seu vice, Alexandre Pereira (PP).
- O mediador do debate foi o editor-executivo do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Gúalter George.
- O debate, que começou por volta de 12 horas, estava previsto para terminar às 13h30min. Mesmo eliminada uma rodada de perguntas e unificada a última pergunta às considerações finais, o evento se encerrou cerca de 30 minutos após o horário marcado.
O confronto ocorreu quando Carlinhos perguntou a Patrícia como seria a relação de uma possível gestão sua com os servidores públicos municipais. O candidato do PCB questionou a pedetista, tomando como referência seu aliado, ex-governador Tasso Jereissati. Ele criticou as administrações do tucano à frente do Governo do Estado, às quais denominou de "truculentas" no trato com o funcionalismo público.
Patrícia afirmou que iria tratar os servidores "com respeito e admiração", mas também revidou a crítica ao tucano. A pedetista alfinetou Vasconcelos, afirmando que seus aliados não esconderiam dinheiro na cueca - em referência a caso envolvendo um assessor do então deputado estadual José Guimarães (PT). Segundo ela, o candidato do PCB seria "laranja" da atual prefeita - ou seja, estaria fazendo campanha "a mando da prefeita Luizianne Lins", acusou. Ela também qualificou o candidato do PCB de "sem compromisso" com o povo de Fortaleza e "pelego".
"Não sou laranja coisa nenhuma", defendeu-se Carlinhos. "O povo de Fortaleza me conhece". Ele também se disse orgulhoso do trabalho que desenvolveu na Prefeitura, quando coordenou, até o último mês de junho, a merenda escolar na gestão Luizianne.
Mandato
Moroni Torgan (DEM) foi outro que direcionou seu discurso contra Luizianne. Ele sugeriu que, caso a petista seja reeleita, será Tin Gomes (PHS), seu vice, que cumprirá a maior parte do próximo mandato. O candidato do DEM perguntou ao auditório, formado majoritariamente por estudantes universitários, se a "juventude" pretendia eleger como prefeito Tin Gomes, destacando que ele foi chefe de gabinete de Juraci Magalhães, então prefeito pelo PMDB. Para Moroni, se Luizianne for eleita, ela passaria apenas um ano e três meses no cargo, afastando-se em seguida para ser candidata nas eleições de 2010. No O POVO de ontem, a prefeita afastou a hipótese e afirmou que cumprirá os quatro anos de mandato, caso reeleita.
A prefeita recebeu críticas ainda de Adahil Barreto (PR). Questionado por Patrícia, o candidato do PR afirmou que a Prefeitura, ao invés de pagar o que deve, teria aumentado sua dívida de R$ 270 milhões para R$ 350 milhões. Para ele, o argumento apresentado por Luizianne para a não realização de grandes obras - falta de dinheiro ao receber a administração - seria uma "falácia".
O deputado federal Eudes Xavier (PT), membro da coordenação política da campanha de Luizianne, negou os dados apresentados por Adahil. "Nós não aumentamos a dívida, nós pagamos a dívida e temos capacidade de crédito", afirmou. Segundo o parlamentar, o Município tem, hoje, condições de conseguir empréstimos em instituições nacionais ou internacionais.
Eudes Xavier também negou que Carlos Vasconcelos seja "laranja" da candidatura petista. Ele defendeu o candidato do PCB, a quem disse considerar "uma pessoa correta, que não faria nenhum papel esdrúxulo na política". "Não tem sentido e não tem lógica a crítica política que se fez contra o Carlos Vasconcelos", declarou.
EMAIS
- Durante uma de suas falas, Luiz Gastão (PPS) chamou atenção para a suposta quebra das regras do debate por parte do filho de Patrícia Saboya (PDT). Ciro Saboya estaria filmando o debate, o que havia sido proibido pela organização.
- Gastão colocou em questão a credibilidade da candidatura de Patrícia. Ele sugeriu que o desrespeito à regra indicaria o que poderia vir a acontecer em uma possível gestão da pedetista.
- Ciro Saboya, procurado pelo O POVO, disse não ter sido informado dessa regra do debate. Ele também afirmou que não imaginou "que ele (Gastão) iria ficar tão incomodado".
- Ele ressaltou que sua atitude não tem "nada a ver" com uma possível gestão de sua mãe e disse considerar que Gastão deveria estar "sem assunto" para gastar 35 segundos de sua fala com uma "besteira", segundo qualificou.
BASTIDORES
- O debate, realizado pelo Fórum de Centros Acadêmicos do Porangabussu, contou com a presença de sete dos nove candidatos à Prefeitura - apenas Luizianne Lins e o Pastor Neto Nunes (PSC) não compareceram.
- A sala reservada para o debate, com capacidade para 200 pessoas, ficou lotada. Para acomodar o público, foram usadas mais duas salas, uma com capacidade para 150 pessoas, outra para 100. Nessas salas, o público acompanhava o debate por telões.
- Moroni Torgan (DEM) chegou cerca de uma hora após o início do debate. Ele tinha uma entrevista agendada na TV Verdes Mares. Quem o substitui até sua chegada foi seu vice, Alexandre Pereira (PP).
- O mediador do debate foi o editor-executivo do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Gúalter George.
- O debate, que começou por volta de 12 horas, estava previsto para terminar às 13h30min. Mesmo eliminada uma rodada de perguntas e unificada a última pergunta às considerações finais, o evento se encerrou cerca de 30 minutos após o horário marcado.
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