28/08/2008 00:16
O Plano Diretor Fortaleza foi também motivo de polêmica na sessão de ontem da Câmara Municipal. O vereador Márcio Lopes (PDT) disse que, com o projeto, a prefeita Luizianne Lins (PT) tem intenção de destruir as barracas da Praia do Futuro. Ele utilizou como argumento os parâmetros de constituição da Zona de Proteção Ambiental II (ZPA) - faixa que abrange todo o litoral do Município. "Taxa de permeabilização de 100%, taxa de ocupação zero e altura máxima dos prédio zero, ou seja, não pode ter construção na orla, só se for no subsolo".
Carlos Mesquita (PMDB), vereador que preside a Comissão Especial de Avaliação do Plano Diretor, saiu em defesa da prefeita, ao afirmar que o Plano não está acabado, e cobrou a presença dos vereadores nas audiências públicas que acontecem às quintas-feiras. "Se eu quero ir pra Praia do Futuro, eu tenho que ficar numa barraca porque não tem mais espaço", argumentou. Mesquita disse ainda que o projeto foi elaborado com a participação do povo e que a faixa de praia do Município precisa ser protegida de empresários estrangeiros.
"Não existe uma linha no Plano Diretor que diga que as barracas vão ser retiradas", afirmou Guilherme Sampaio (PT), líder da prefeita. Para ele, a construção das barracas precisa ser disciplinada. "Não tem sentido aprovar um projeto de reorganização do espaço urbano que não crie novos parâmetros". (Ítalo Coriolano, especial para O POVO)
Leia mais sobre esse assunto
A prefeita tem razão. Os donos de barracas tomoram as praias, mas, não podemos esquecer que aquele projeto foi comandado Pelo marcelo Texeira, no Primeiro Governo de Juraci. Vi varias vezes ele lá com caminhões aterrando, criando Rua, e loteando a praia. A Praia é do POVO
edivaldo Diogenes
A ocupação de nossas praias por barraqueiros que aproveitam um espaço que é da união para construírem seus impérios,é assunto polêmico e controverso,a sociedade deve tomar conhecimento de como surgiram estes verdadeiros impérios em nossas praias.Os preços cobrados nestas barracas são exorbitantes.Fico imaginando quanto custaria o metro quadrado de praia se fosse de particulares e não da união.
Francisco Eliezer Ferreira Lima