Luizianne Lins negou que pratique xenofobia contra Moroni Torgan, que, por sua vez, disse que "nunca ninguém arriscou tanto a vida em favor da cidade" quanto ele
27/08/2008 00:18
Câmeras, fotógrafos e repórteres esperavam Luizianne Lins (PT) na saída do estúdio da TV Jangadeiro. Ela avaliou positivamente o debate e foi indagada sobre a suposta prática de xenofobia - acusação que parte da candidatura de Moroni Torgan (DEM), como O POVO mostrou ontem. "Não é verdade, eu sou militantes de direitos humanos e tenho costume de dizer que o problema do ex-deputado Moroni não é porque ele é de fora, gaúcho, nascido no Rio Grande do Sul", começou Luizianne a explicar.
De acordo com a petista, o problema é que Moroni já foi secretário de Segurança, vice-governador, "mas até agora, nesse tempo todo de política, são 20 anos, a gente não vê nenhuma identidade dele com os grandes problemas de Fortaleza", disparou a petista. "Falta identidade política com a cidade, não se envolve, não se envolveu e não tem se envolvido. Só vem na cidade em época de eleição", complementou.
Negou prática de xenofobia, mas fez questão de observar que, dos nove candidatos a prefeito, somente ela, Adahil Barreto e o pastor Neto Nunes (PSC) nasceram na Capital. "Se o Moroni está se sentindo ofendido por isso, é porque talvez ele ache que não deveria vir em Fortaleza apenas na época de eleição", disparou outra vez.
Moroni disse que "xenofobia muitas vezes acontece", mas preferiu não acusar diretamente Luizianne. "Acho que quem pratica isso está praticando uma coisa que levou ao anti-semitismo", afirmou. Foi perguntado objetivamente se a petista praticava xenofobia. "Se pratica ou não, acho que tem que perguntar para ela", esquivou-se.
"Nunca ninguém arriscou tanto a vida em favor da nossa cidade. O Brasil todo sabe que enfrentei o crime organizado e a máfia para defender o nosso povo", respondeu ele ao ser peguntado quais os principais feitos dele em Fortaleza. (Daniel Sampaio)
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danielsampaio@opovo.com.br
O Moroni, quando era Deputado, e fazia parte da CPI do narcotráfico, mostrou no gramado do Congresso uma lista de 60 metros de papel continuo contendo nomes de pessoas envolvidas com tráfico. Até hoje o Moroni nunca anunciou um nome sequer, daquela lista, puramente um jogo de sena. Talvez nem tivesse nomes alí, ninguém daria prá lêr mesmo, nè?
Jose Bentes de Araújo
"Enfrentei o crime organizado"??? Faz-me rir, moroni.
Ze Povim
E a lourete identifica-se perfeitamente com os problemas da cidade. Ah, isso é bem verdade mesmo, porque ninguém os conserva tão bem e imexíveis --como diria o dono da cadela chic-- como ela. Isso parece é filme: Polític@s - I want to believe. tum-tuuummm-tuuuummm!!!
Ze Povim
O eleitor tem que saber a verdade: Moroni é gaucho, pouco acompanha os problemas da cidade e só aparece a cada 2 anos. Ah! e mais: surgiu da curriola de Tasso. Verdade seja dita!
Antonio Brasil