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PREVENÇÃO

TSE pede a Lula presença de tropas para eleições no Rio

De acordo com o ministro da Justiça, Tarso Genro, as Forças Armadas terão uma presença preventiva e não um papel de segurança pública nas ruas cariocas


22 Ago 2008 - 00h47min

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, pediu ontem à noite ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a presença das forças federais - Forças Armadas e Força Nacional de Segurança - nas eleições do Rio. De acordo com Ayres Britto, a presença das tropas federais que atuarão no Rio poderá ser ampliada para todas as zonas eleitorais e, não apenas nas áreas em que milícias e traficantes têm influência.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que as Forças Armadas terão uma presença preventiva e não um papel de segurança pública nas ruas durante as eleições no Rio.

"Será uma presença preventiva para causar uma sensação de segurança e dar tranqüilidade à população. Elas precisam saber que estão abrigadas para transitar livremente nas eleições", afirmou o ministro.

De acordo com Tarso Genro a organização da ação será comandada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelos presidentes do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Roberto Wider, e o presidente do TSE. "Eles irão definir quantos homens estarão envolvidos e como será a ação das Forças Armadas", afirmou o ministro da Justiça.

Tarso Genro afirmou que ainda não há data para o encaminhamento dos homens que vão garantir o esquema de segurança no período eleitoral. O número de homens e a data serão definidos em conjunto com o Ministério da Defesa.

Segundo ele, a requisição é feita ao presidente da República, que encaminha o documento ao Ministério da Fazenda - que definirá o planejamento estratégico para a atuação das tropas.

Ayres Britto disse que O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fará o planejamento estratégico para a atuação conjunta das Forças Armadas, polícias federal, rodoviária federal e estadual do Rio. A decisão de enviar tropas federais como meio de garantir a normalidade do processo eleitoral foi aprovada pela TSE há cerca de duas semanas. A ordem recebeu críticas de alguns candidatos fluminenses. (das agências de notícias)

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