Érico Firmo
da Redação
Oito por cento dos eleitores de Fortaleza já receberam proposta para vender seu voto em eleições, segundo a pesquisa O POVO/Datafolha. O número só não é maior por falta de demanda, pois 81% dos fortalezenses acreditam que os eleitores venderiam o voto se recebessem oferta
02/08/2008 13:43
De cada 100 eleitores de Fortaleza, oito já receberam proposta para vender o voto. O número, à primeira vista, pode até parecer pouco significativo. Mas, em uma cidade com as proporções da capital cearense, representa um contingente eleitoral nada desprezível. Suficiente, por exemplo, para eleger de quatro a cinco vereadores. É também duas vezes e meia maior que a diferença entre os dois candidatos mais bem colocados na última disputa municipal, quatro anos atrás. Mais que isso: menos de um terço desses votos seriam suficientes para que o terceiro colocado na eleição passada, Inácio Arruda (PCdoB), chegasse ao 2º turno, no lugar da atual prefeita Luizianne Lins (PT). E, com menos da metade desses votos, Antônio Cambraia (PSDB) teria saído da quarta para a segunda colocação.
O número é apontado pela pesquisa O POVO/Datafolha, divulgada na última quinta-feira, na TV O POVO. Dos 8% que disseram já ter recebido oferta de dinheiro, favor ou benefício em troca do voto em algum candidato, 5% afirmaram que não aceitaram a oferta. Mas os 3% restantes admitiram que aceitaram a proposta para vender o voto.
Os números são preocupantes. Mas, pela percepção que os próprios eleitores têm de si mesmos, esse mercado do voto só não é ainda maior por falta de oferta pela compra. Das pessoas entrevistadas pelo Instituto Datafolha em Fortaleza, 81% avaliam que o eleitor, em regra, está disposto a vender seu voto. Um indicativo de que mais de quatro em cada cinco eleitores acreditam que a democracia pode ser manipulada.
A pesquisa O POVO/Datafolha quis saber qual a avaliação que o fortalezense faz do conjunto dos eleitores que decidem cada eleição. E, geralmente críticos e mesmo descrentes com os políticos, eles demonstraram semelhante ceticismo em relação a quem decide a eleição. Apenas 14% dos entrevistados disseram acreditar que, de modo geral, os brasileiros não aceitariam vender o voto - outros 5% disseram não saber. Os demais acreditam que, em regra, os eleitores venderiam o voto.
Descrença
Curiosamente, os eleitores mais pobres são os que menos acreditam que o voto está à venda. Na faixa com renda familiar mensal de dois salários mínimos ou menos, 79% dos entrevistados disseram acreditar que os brasileiros, em geral, aceitariam vender o voto. Já no segmento com renda familiar acima de cinco salários mínimos por mês, o índice chega a 85%. Nesses mesmos segmentos, os que acreditam que o voto do brasileiro não está à venda somam 14% e 11%, respectivamente.
Os eleitores mais jovens são também aqueles que têm visão mais cética em relação ao compromisso do brasileiro com o voto. Na faixa entre 16 e 24 anos, 89% dos entrevistados pelo Datafolha acreditam que o voto do brasileiro está à venda. Entre os eleitores com 45 anos ou mais, o percentual cai para 74%.
Outro fator que parece interferir na avaliação sobre a ética do eleitor é a religião. Os eleitores que declararam não possuir nenhuma religião, também no campo político, mostraram-se os mais céticos em relação ao comportamento do eleitor: 94% acreditam que os brasileiros venderiam o voto, se tivessem chance. O menor percentual é entre os evangélicos pentecostais (76%) e os católicos (80%).
Entre diferentes categorias que o Datafolha ouviu, os estudantes são os mais descrentes em relação ao eleitor: 88% acreditam na venda do voto. Já as donas-de-casa são o grupo que mais acredita que o eleitor rejeitaria ofertas de benefício em troca do voto: 70%.
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O VOTO ESTÁ À VENDA?
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Nunca recebeu oferta - 92%
Sim, recebeu oferta, mas não aceitou - 5%
Sim, recebeu oferta e aceitou - 3%
Na sua opinião, os brasileiros, de modo geral, se recebessem oferta de dinheiro, favor ou algum benefício para votar em determinado candidato, aceitariam ou não?
Sim, aceitariam - 81%
Não aceitariam - 14%
Não sabe se aceitariam - 5%
Fonte: pesquisa O POVO/Datafolha
O BOLSA FAMILIA É UMA FORMA CAMUFLADA DE COMPRA DE VOTOS. SE CORTAR METADE DESTE BENEFICIO , O HOMEM VAI PERDER PELO MENOS 25% DOS VOTOS. SE CORTAR 100% DO BOLSA FAMILIA O HOMEM VAI PERDER PELO MENOS MENOS 45% DOS VOTOS. O HOMEM VOLTARÁ AO PATAMAR HISTÓRICO DE 33% A 35% DOS VOTOS DOS BRASILEIROS OBITIDOS EM 94 E 98. 45% DOS VOTOS OBTIDOS EM 2006 FOI ORIGINÁRIO DO BOLSA FAMILIA, ISSO PROVA QUE O BOLSA FAMILIA É SIM COMPRA DE VOTOS. O CULPADO DE TUDO ISSO É O FHC QUE CRIOU ESSAS ESMOLAS, E TAMBEM SE BENEFICIOU NA SUA ELEIÇÃO DE 1998 ASSIM COMO O LULA EM 2006 E VICE E VERSA.
naercio paccini de melo
Pesquisa mais que correta, se não por que a criação do Bolsa Família? Vão a periferia e confrontem, quem recebe diz que "Vou votar em tal candidato (do governo) pois eu recebo o Bolsa Familia, se entrar outro posso perder essa boquinha
Euglaudston Celestino
Você tem razão CELESTINO.Quem criou o bolsa-família foi o PSDB,no governo do "ROBIN HOOD" ÀS AVESSAS FHC ,que tirava dos pobres para dar aos ricos.
HUMBERTO ALCÂNTARA RODRIGUES
A VENDA VOTO,PELO ELEITOR BRASILEIRO,JÁ ESTÁ,INFELIZMENTE,ARRAIGADA DE TAL MODO,QUE É PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL ABOLI-LA.BASTA PASSARMOS PELOS COMITÊS ELEITORAIS PARA VERIFICARMOS A GRANDE MASSA DE PEDINTES EM TROCA DO VOTO. A CULTURA DO "SÓ VOTO EM QUEM ME DER ALGUMA COISA",É PRESENTE,AOS OLHOS DA CARA DE QUALQUER UM.DE QUEM É A CULPA? DO CANDIDATO QUE VICIOU O ELEITOR,AO LONGO DA HISTÓRIA POLÍTICA DO PAÍS OU DO ELEITOR QUE,VICIADO PELOS ANCESTRAIS,CONTINUA PRATICANDO ESSE ERRO DA POLÍTICA BRASILEIRA? CLARO QUE HOJE TEMOS ELEITORES MAIS ESCLARECIDOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DE NÃO VENDER O SEU VOTO.MAS,LEVEMOS EM CONTA O PAÍS DE MISERÁVEIS:QUEM RESISTIRIA A UNS BONS TROCADOS EM TROCA DO VOTO? NA CÚPULA,A BARGANHA É MUITO MAIOR,MAIS VALIOSA, E ISSO REFLETE NAS CAMADAS MAIS BAIXAS,ONDE SE SITUA O ELEITOR.VOTAR,NO BRASIL,AINDA SIGNIFICA A CHANCE DO ELEITOR,DE QUALQUER CATEGORIA SOCIAL E ECONÔMICA,LEVAR VANTAGEM EM TROCA DO DIREITO DE VOTAR. OU SERÁ QUE OS GRANDES EMPRESÁRIOS QUE CONTRIBUEM COM A CAMPANHA DE DETERMINADO CANDIDATO,O FAZEM POR AMOR À PÁTRIA,SEM NENHUM INTERESSE EM RETORNO?
ISMAEL LUIZ SANTOS DE SOUSA