24/07/2008 00:40
Informada pela reportagem do O POVO da decisão que rejeitou a impugnação da candidatura de Luizianne Lins (PT), a promotora Ednéa Teixeira Magalhães, uma das que assinaram o pedido, disse que a sentença do juiz Luiz Evaldo Leite, da 116ª Zona Eleitoral, será analisada num prazo de três dias e cogitou a possibilidade de recurso do Ministério Público (MP) ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). "Ele (juiz) fez um julgamento antecipado. Não pediu novas provas, não quis ouvir novas testemunhas. Dependendo do que tiver sido alegado, iremos recorrer", adiantou ela.
Segundo a assessora jurídica da coligação, Isabel Mota, o juiz considerou que não há comprovação da suspeita de fraude na ata da convenção do PT, realizada no dia 29 de junho, que homologou o nome de Luizianne e o do vice, Raimundo Ângelo, como havia argumentado o MP. O magistrado não chegou a apreciar o conteúdo da ata, mas apenas sua autenticidade. "Não era possível indeferir (a candidatura), porque todos os documentos estavam hábeis a mostrar as condições de elegibilidade tanto de Luizianne como de Raimundo Ângelo", afirmou a advogada.
Isabel também informou que logo após receber a notificação que legaliza a candidatura de Luizianne, ligou para prefeita para dar a notícia. "Ela ficou muito feliz, porque a gente precisava de uma maior tranqüilidade para dar continuidade à campanha", disse.
Isabel Mota explicou que os demais documentos observados também foram considerados legítimos. Ela afirmou que a decisão favorável do juiz já era esperada pela coligação. (Hébely Rebouças e Ítalo Coriolano, especial para O POVO)
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