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Guaramiranga tem mais eleitores que habitantes

Levantamento do O POVO mostra que, em Guaramiranga, há 4.817 eleitores e 4.307 habitantes. Dentre os motivos, estão possível falha em pesquisa populacional do IBGE, mudança de habitantes para outros municípios e pedidos de transferência de título de eleitor para a cidade

Vicente Gioielli
Enviado a Guaramiranga

23 Jul 2008 - 00h32min

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Guaramiranga: única cidade do Ceará com mais eleitores que moradores (Foto: DÁRIO GABRIEL)
A cidade de Guaramiranga, localizada a 100 quilômetros de Fortaleza, conta com um dado curioso para as eleições deste ano: é o único município do Ceará com mais eleitores do que habitantes. A cidade possui 4.307 moradores e 4.817 eleitores, uma diferença de 510 pessoas. Outros três municípios do Estado chamam também a atenção por possuírem quase o mesmo número de moradores e votantes: Granjeiro, São João do Jaguaribe e Antonina do Norte.

A disparidade entre habitantes e eleitores foi descoberta após cruzamento de dados feito pelo O POVO entre números disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A explicação do prefeito de Guaramiranga, Ilton Barrozo, é um suposto erro na contagem populacional de 2007, que não teria contabilizado distritos do município. "Entramos com uma ação na Justiça Federal para que seja refeito o cálculo", disse Ilton, ressaltando que o próprio bairro em que mora foi definido como pertencente à vizinha Mulungu. "Cerca de 1,5 mil pessoas não foram contadas".

Segundo o promotor eleitoral da 77ª Zona Eleitoral, Alber Castelo Branco, o erro do IBGE procede. "E o problema não ocorreu apenas com Guaramiranga. Palmácia e Pacoti tiveram suas áreas reduzidas também", indica.

Outra explicação para o fato de mais eleitores serem contabilizados do que habitantes é que pessoas que nasceram em Guaramiranga teriam se mudado para outras cidades, mas mantido o título em sua terra natal. "Muita gente saiu para morar e trabalhar principalmente em Fortaleza, mas não transferiu o título", explica Alber Castelo Branco. "Além disso, muita gente tem aqui casa de veraneio e pode ter transferido o título para cá", ressalta.

O número de eleitores em Guaramiranga poderia ser ainda maior. Segundo a juíza da 77ª Zona Eleitoral, Maria Tereza Farias Frota, muitos pedidos de transferência de título de eleitor foram feitos nos últimos meses. "Eu pedi a todos que solicitaram a transferência que comprovassem que tinham residência na cidade ou que tinham algum parente próximo. Com isso, acabei indeferindo muitos pedidos e apenas uma pessoa recorreu", conta Maria Tereza.

A juíza diz desconfiar que as pessoas queiram mudar de zona eleitoral para tentar beneficiar algum político com os votos. "Com a única pessoa que recorreu de minha decisão (de indeferimento) eu tive que mandar um oficial de justiça para comprovar que ele morava na cidade. Isso foi realmente comprovado e acabei mudando minha decisão", diz Maria Tereza.

Entre os moradores de Guaramiranga, a informação de que existem mais eleitores que habitantes não causa surpresa. Segundo o servente Antônio Alberto Araújo da Silveira, muita gente aparece na cidade em época de eleição. "A gente nem sabe quem é", afirma. Para a caseira Nilda Silveira, em conseqüência da existência de eleitores de fora, necessidades do município não são levadas em conta. "Quem mora aqui é que sabe o que precisa ser feito".

O caso será avaliado apenas depois das eleições. A corregedoria eleitoral deverá refazer um estudo sobre os eleitores da cidade para avaliar se deve ser feito recadastramento.


E-Mais

Em outras três cidades do Estado, o número de eleitores se aproxima do de habitantes. Em Granjeiro, há 4.931 habitantes e 4.723 eleitores. Em Antonina do Norte, são 6.761 moradores e 6.234 eleitores. Já em São João do Jaguaribe existem 8.310 habitantes e 7.357 habitantes.

O chefe de cartório da 29ª Zona Eleitoral - responsável pela comarca de São João do Jaguaribe -, Edgar Chaves, diz que a situação poderia ser pior caso alguns pedidos de transferência de título de eleitor para a cidade não tivessem sido indeferidos. De janeiro a maio, 231 eleitores requisitaram transferência de domicílio eleitoral para o município, mas 26 foram negados.

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargadora Huguette Braquehais, disse que revisões podem ser feitas nas cidades após as eleições, caso sejam verificadas irregularidades.

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02/06/2009
21:51

Olá caros amigos do jornal o povo,gostaria de saber de vocês se possivel ja que são do meio.Se tem e como anda investigação contra o gestor do meu municipio,pois a cidade esta um descaso,ou simplismente abandonada.E se agente cobra um parecer é invão,pois não dão sastifação o eleitor...sei que o atoal prefeito desse municipio responde a varios processo sobre compra de voto,e como sou filho desse minicipio e eleitor do mesmo tenho a obrigação de saber o que se passa nele,abradeço qualquer informação....anteciosamente luiz guedes.

luiz guedes feitosa

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