Política
FORTALEZA
PAN lança candidato a prefeito
08 Jul 2008 - 00h39min
O Partido dos Aposentados da Nação (PAN) pediu à Justiça Eleitoral o registro de candidatura do advogado Sílvio Frota a prefeito de Fortaleza. Como vice, concorrerá a comerciária Cleide Fiúza Brasil (PAN). O partido terá apenas uma candidatura à Câmara Municipal: a presidente do Sindicato das Empregadas Domésticas do Estado do Ceará, Rosângela Freitas.
Frota é presidente do partido no Estado. Na década de 1990, foi eleito vereador de Fortaleza. Em 2002, ficou na suplência para a Assembléia Legislativa. Na legislatura passada (2003-2006), chegou a assumir o mandato de deputado estadual por alguns meses. O ex-vereador destaca-se pelos fortes ataques a gestões petistas.
Com a mais nova candidatura, protocolada na tarde de sábado, sobe para 11 o número de concorrentes, o mesmo de 2004. Isso se Fernandes Filho, do PSDC, conseguir manter a postulação. Ele está em uma queda-de-braço jurídica com a direção estadual da sigla.
Politicamente, o candidato do PAN a prefeito de Fortaleza é próximo do também concorrente pelo DEM, Moroni Torgan. Em 2004, a mãe do candidato, Rosa Frota, foi candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada por Moroni. Nas eleições passadas, o partido elegeu dois vereadores - Carlos Sidou e João Batista, que logo saíram da sigla. Em 2006, elegeu para deputado estadual Washington Góis, que também trocou de legenda.
Campanha
Frota antecipou ao O POVO que o mote de sua campanha será discutir a "Fortaleza Real". Segundo ele, em alusão à "Fortaleza Bela", marca da administração da prefeita e candidata à reeleição Luizianne Lins (PT). O candidato disse que projeta gastar R$ 200 mil na campanha e declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens. A convenção ocorreu no dia 20 de junho, na sede do PAN.
A legalidade do PAN está sub judice. Em outubro de 2005, o partido foi incorporado ao PTB. O objetivo era escapar da cláusula de barreira - uma série de exigências, como obter 5% de votos em eleições proporcionais - para continuar existindo. A cláusula caiu pouco tempo depois. Isso e mais a "falta de transparência" que, segundo Sílvio Frota, teria ocorrido no processo de incorporação, fizeram com que alguns diretórios estaduais, inclusive o do Ceará, questionassem judicialmente a fusão do PAN com o PTB. (Erivaldo Carvalho)
Frota é presidente do partido no Estado. Na década de 1990, foi eleito vereador de Fortaleza. Em 2002, ficou na suplência para a Assembléia Legislativa. Na legislatura passada (2003-2006), chegou a assumir o mandato de deputado estadual por alguns meses. O ex-vereador destaca-se pelos fortes ataques a gestões petistas.
Com a mais nova candidatura, protocolada na tarde de sábado, sobe para 11 o número de concorrentes, o mesmo de 2004. Isso se Fernandes Filho, do PSDC, conseguir manter a postulação. Ele está em uma queda-de-braço jurídica com a direção estadual da sigla.
Politicamente, o candidato do PAN a prefeito de Fortaleza é próximo do também concorrente pelo DEM, Moroni Torgan. Em 2004, a mãe do candidato, Rosa Frota, foi candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada por Moroni. Nas eleições passadas, o partido elegeu dois vereadores - Carlos Sidou e João Batista, que logo saíram da sigla. Em 2006, elegeu para deputado estadual Washington Góis, que também trocou de legenda.
Campanha
Frota antecipou ao O POVO que o mote de sua campanha será discutir a "Fortaleza Real". Segundo ele, em alusão à "Fortaleza Bela", marca da administração da prefeita e candidata à reeleição Luizianne Lins (PT). O candidato disse que projeta gastar R$ 200 mil na campanha e declarou à Justiça Eleitoral não possuir bens. A convenção ocorreu no dia 20 de junho, na sede do PAN.
A legalidade do PAN está sub judice. Em outubro de 2005, o partido foi incorporado ao PTB. O objetivo era escapar da cláusula de barreira - uma série de exigências, como obter 5% de votos em eleições proporcionais - para continuar existindo. A cláusula caiu pouco tempo depois. Isso e mais a "falta de transparência" que, segundo Sílvio Frota, teria ocorrido no processo de incorporação, fizeram com que alguns diretórios estaduais, inclusive o do Ceará, questionassem judicialmente a fusão do PAN com o PTB. (Erivaldo Carvalho)
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