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Política

MORRO DA PROVIDÊNCIA

Ajuda do Exército vira debate político no Rio

Os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) e Chico Alencar (PSol-RJ), candidatos a prefeito no Rio de Janeiro, alegam que a participação de militares do Exército em projeto social no Morro da Providência favoreceu politicamente o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), também candidato


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04/07/2008 01:02

A discussão sobre o assassinato de três jovens do Morro da Providência, na região central do Rio de Janeiro, virou um debate político sobre a disputa eleitoral na capital fluminense. Após negar o envolvimento do Exército com questões eleitorais, o ministro Nelson Jobim, da Defesa, e os deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) e Chico Alencar (PSol-RJ), candidatos a prefeito no Rio, trocaram acusações sobre a participação de militares em projetos sociais.

O bate-boca ocorreu durante audiência pública que reuniu três comissões permanentes da Câmara: Direitos Humanos, Relações Exteriores e Defesa Nacional, além de Segurança Pública.

Para Gabeira e Alencar, o Governo Federal privilegiou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) -que também é candidato a prefeito pelo PRB no Rio de Janeiro - ao implementar o projeto "Cimento Social", que é de sua autoria, no morro da Providência. Segundo os deputados, a escolha favoreceu Crivella porque o morro está localizado em uma área com muita visibilidade.

Jobim rebateu as acusações dos deputados, informando que o objetivo do projeto é atender a famílias carentes do Morro da Providência independentemente de quem partiu a idéia. Mas o ministro reconheceu que a sugestão foi feita por Crivella. No entanto, ele disse que é "absolutamente normal" o governo executar projetos que são oriundos de emendas parlamentares.

Indignação
Mas os argumentos do ministro não convenceram Gabeira e Alencar. Indignados com as explicações de Jobim, os dois ressaltaram que a iniciativa do Governo Federal favoreceu eleitoralmente Crivella. Eles mostraram panfletos em que a imagem do senador estava associada ao projeto "Cimento Social". "Essa discussão é secundária a essa tragédia, mas deve-se debater o uso político do Exército brasileiro", afirmou Alencar. "O Exército brasileiro não pode assumir como seu o projeto".

"É um projeto social absurdo porque as pessoas foram cadastradas por integrantes da Igreja Universal e não pelo Bolsa Família", pregou Gabeira. Jobim disse que os cadastros para as obras na região foram feitos por militares do Exército e não pela Igreja Universal. (da Folhapress)


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