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Política

EXPECTATIVA

Governo promete confirmar reajuste até semana que vem

Daniel Sampaio
da Redação

Cid Gomes se reúne hoje com dois sindicatos. Amanhã ou na segunda-feira ele deve anunciar qual de fato será o reajuste dos servidores públicos estaduais


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03/07/2008 01:19

Dias contados para resolver a questão do reajuste salarial dos servidores estaduais. Amanhã ou, no máximo, segunda-feira, o governador Cid Gomes (PSB) realiza a última reunião com os servidores para definir o índice. As informações são do líder do governo na Assembléia Legislativa, Nelson Martins (PT). Hoje, Cid deve se reunir com os sindicatos dos fazendários e dos agentes penitenciários.

Por enquanto, o percentual linear oferecido pelo Governo é de 5,89%. A mensagem do reajuste deverá tramitar, quando chegar - o que é esperado para a semana que vem - junto com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), antes de a Casa entrar em recesso, no dia 17 deste mês.

Ontem, representantes do Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais (Fuaspec) entregaram ofícios aos parlamentares, no intuito de pressionar por um reajuste maior.

"Solicitamos a todos os deputados estaduais que rejeitem qualquer proposta de reajuste salarial 2008 para os servidores, que venha apenas a recompor a inflação dos últimos 12 meses, sem apontar, claramente, ganho real", reclamam os servidores, no ofício.

Aumento
A reivindicação é 25% de aumento. De acordo com a entidade, a perda salarial chega a 64%. O Fuaspec argumenta que o Governo pode sim dar um aumento maior do que 5,89% porque "nas contas do Estado, dormita (sic) quase dois bilhões de reais".

Os opositores Adahil Barreto (PR) e Heitor Férrer (PDT) já se posicionaram a favor dos servidores. "Não sou leviano de defender um reajuste exagerado, como já foi feito aqui por outros deputados no governo passado, mas acho que, dentro dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o Estado tem condições concretas de oferecer um aumento de pelo menos 9%", sugeriu Adahil. O pedetista ameaçou votar contra a mensagem se a proposta do governo não melhorar.

Para Nelson, há tempo suficiente para discutir o reajuste na Assembléia sem atropelos e antes de a Casa entrar em recesso. "A questão do tempo não é problema", afirmou argumentando que todos os parlamentares já tinham conhecimento do índice. Segundo ele, o governo já tem feito reuniões com os servidores de forma permanente. "Tudo o que tinha para ser discutido foi discutido", declarou.

O petista informou que a maior parte do dinheiro do Estado em caixa vem de empréstimos para aplicar em áreas determinadas, não podendo ser ele usado para pagar pessoal. A cifra específica para tal, segundo o líder do governo, é a Receita Corrente Líquida, que deve passar de R$ 6,5 bilhões em 2007 para cerca de R$ 7 bilhões no ano que vem. Além de pessoal, o Estado tem de investir e custear a máquina com essa cifra - explicou Nelson.


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