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Política

MUDANÇA

Entre a força e a delicadeza

Érico Firmo
da Redação

Depois da traumática derrota em 2000, Patrícia Saboya (PDT) afirma que vive um momento totalmente diferente em sua vida. E, ao contrário da candidata fragilizada de oito anos atrás, ela quer mostrar que tem força e segurança para administrar Fortaleza


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02/07/2008 00:55

(Foto: Evilázio Bezerra)
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(Foto: Evilázio Bezerra)

Patrícia está diferente. A faceta mais perceptível é a troca do sobrenome eleitoral: saiu o Gomes, entrou o Saboya. Resultado de um dolorido processo de separação, que ela considera fator fundamental para sua derrota na campanha de 2000. "Há oito anos, eu vivia um momento de muita fragilidade pessoal. Normal numa situação em que eu estava vivendo. Eu já estava machucada e a campanha me machucou mais ainda". Mas as diferenças vão muito além do nome. O que mudou de lá para cá, ela responde de imediato: "Praticamente tudo".

Na primeira eleição para a Prefeitura que disputou, a senadora, hoje, deixa transparecer: faltou força, firmeza, segurança. Os problemas familiares se somaram a uma campanha agressiva que teve de enfrentar. Ela relembra os desenhos de pênis que picharam em seus outdoors e uma frase, também pichada em seu material de propaganda à época: "Patrícia, nem Ciro suportou". "Foi uma campanha muito baixa, machista, preconceituosa. Atingiram a minha dignidade", afirma.

"Aquilo me torturou, me fragilizou, me deixou em pedaços em determinado momento. Eu gosto que as pessoas gostem de mim. Não conseguia entender o porquê daquela pancadaria". A soma de fatores minou sua estabilidade emocional e sua própria candidatura. Após liderar as primeiras pesquisas, entrou em franca queda e acabou apenas na quarta colocação. Ela lamenta a forma como se deu a campanha. Mas, sobretudo, sua própria postura. "Depois que tudo passou, percebi que não poderia encarar a política daquela maneira. Tinha de mudar meu comportamento em relação àquilo".

Hoje, afirma, a situação é radicalmente oposta. "Creio que vivo um dos melhores momentos da minha vida, como um todo. Um momento muito especial, de maturidade, de segurança, de mais tranqüilidade, de muita alegria, muito entusiasmo, e também de muito gosto pela política".

Os motivos são vários: a adoção da filha Beatriz, hoje com três anos - com Patrícia desde que tinha 10 meses. Há também a fé e a relação com Deus, "presente na minha vida, de uma forma diferente, muito mais intensa e muito mais forte", segundo diz. E, também, a experiência como senadora, bem mais marcante que suas outras passagens pelas casas legislativas - foi antes vereadora e deputada estadual. Sem falar da própria experiência da campanha passada. "Aquilo me doeu muito, mas, ao mesmo tempo, me deu uma força tão grande de poder mostrar para as pessoas que aquilo ali não era eu, que eu não estava vivendo um momento legal na minha vida. E hoje eu estou".

Autonomia
Mas a troca do sobrenome eleitoral, mencionada no início, é também simbólica para uma candidata que não apenas pretende assim se mostrar, mas que, efetivamente, sente-se mais independente. Ao longo de sua trajetória política, sua imagem ficou inevitavelmente vinculada a do então marido Ciro Gomes (PSB), inicialmente como primeira-dama, depois como vereadora, deputada estadual e candidata a prefeita. Também são marcantes suas alianças com Tasso Jereissati (PSDB). Foi com apoio de ambos que foi eleita senadora, ainda como Patrícia Gomes. E ambos estão, novamente, em seu palanque. O histórico ao lado dos dois principais líderes políticos do Estado nas últimas décadas é, com freqüência, motivo de críticas dos adversários, que a acusam de estar sendo manobrada.

"São dois homens (Ciro e Tasso) de personalidade muito forte e é difícil você fazer com que as pessoas compreendam que, estando ao lado deles, você pode ter suas idéias, pode divergir, inclusive, de cada um deles. Como é meu comportamento com o Tasso no Senado. A gente diverge há cinco anos, praticamente, ali dentro. Mas a gente se respeita", explica.

Esse tipo de crítica já mexeu com ela - era como se todas as suas qualidades, queixa-se, fossem transferidas para os dois aliados. Mas havia uma certa insegurança que partia dela mesma. "Isso já me incomodou muito no passado. Porque eu não estava segura, também, das minhas virtudes e da minha capacidade, talvez, de liderar um processo de mudança numa cidade com tantos problemas como a nossa e do tamanho da nossa", afirma. Hoje, a segurança que afirma ter é bem maior.

Mas o eleitor perceberá essa diferença? "Já está percebendo. Quando eu faço um discurso, um pronunciamento, as pessoas chegam pra mim e perguntam: o que aconteceu?", relata.

E, embora acreditando que a situação não irá se repetir, Patrícia afirma que, hoje, está preparada mesmo para uma campanha tão agressiva quanto foi a de oito anos atrás. "Estou com estômago preparado para o que der e vier".

Por exemplo, afirma que perdeu o medo de magoar as pessoas. Recorda que, em um dos debates, em 2000, o então prefeito e candidato à reeleição, Juraci Magalhães, que estava doente, começou a engasgar. "Depois disso, eu não consegui mais fazer nenhuma pergunta mais dura para ele". Esse tipo de postura, ela afirma que não se repetirá. Sem, contudo, fazer uma campanha agressiva. "Não vou cair nesse jogo da guerra de grampos em que alguns estão apostando".

Outra mudança: "Talvez numa eleição passada, se eu tivesse que disputar com uma pessoa como a Luizianne (Lins, do PT), que eu conheço, eu votei nela, que eu ajudei, a gente foi colega, a gente sempre teve uma relação pessoal muito boa, talvez fosse impossível que eu pensasse nisso", reconhece. "Mas hoje eu consigo perceber muito bem a diferença entre uma relação pessoal, que deve ser preservada e respeitada, e você ter diferenças políticas", acrescenta.

Força é a palavra que melhor define aquilo que a senadora quer hoje transmitir. Extremo oposto da fragilidade que marcou sua primeira candidatura a prefeita. Sempre vinculada a temas sociais, defesa das crianças e adolescentes, Patrícia construiu, efetivamente, uma imagem frágil, delicada. E ela não quer deixar nada disso para trás. E garante que não há incompatibilidade. "É na minha delicadeza que eu encontro minha força", afirma.


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Comentários

Tenho acompanhado, nos últimos anos, o crescimento e o amadurecimento político da senadora Patrícia Saboya. Não tenho dúvida de que Patrícia é, hoje, a mais preparada para resgatar a auto-estima dos fortalezenses, tão humilhados que foram durante toda a desastrosa administração da Ruinzianne. Não é por acaso que os asseclas da prefeita agridem tanto a senadora.

João Arruda

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A MAIOR AGRESSÃO DE QUE UMA CANDIDATA E SEUS SUPOSTOS ELEITORES POSSAM SER VÍTIMAS É SEREM COMANDADOS POR UMA COISA CHAMADA TASSO JEREISSATI.

Jorge Luiz Nobre Mota

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PETISTAS CANALHAS! QUER VOCÊS QUEIRAM OU NÃO O SENADOR TASSO RIBEIRO JEREISSATI É O MAIOR POLÍTICO DA HISTÓRIA DO CEARÁ OS NÚMEROS ESTÃO AÍ, A REALIDADE É DURA EU SEI, MAS VOCÊS DO PT INFELIZMENTE NÃO TEM PERFIL PARA ADMINSTRAR NADA SALVO ALGUNS GATOS PINGADOS, ENTÃO VOÇÊS VÃO MORRER DOIDOS E NÃO VÃO CONSEGUIR ENGANAR O POVO FORTALEZENSE OU O POVO CEARENSE! A SENADOR PATRÍCIA SABÓYA HOJE É A MELHOR OPÇÃO PARA FORTALEZA, PORQUE ELA ALÉM DE SE CERCAR DE GENTE COMPETENTE, TASSO, CIRO, CID, REÚNE, AMADURECIEMNTO, EXPERIÊNCIA, SERIEDADE E COMPETENCIA QUE É O QUE FALTA A RUINZIANNE LINS!

Paulo José de Souza Almeida

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É verdade, acredito que Patríca Saboya tenha o melhor perfil para administrar Fortaleza. Será que a Prefeita Luiziane fez por merecer para ser reeleita? É evidente, mas evidente mesmo que NÃO!!! Não adianta agora encher a cidade de gigantescas placas informando a instalação de postes na cidade como se fosse uma grande obra. Foi uma gestão muito fraca e com uma péssima comunicação. É triste ver o gabinete de nossa Prefeitura cheio de faixas de Che Guevara, de Fidel Castro, de grupos GLST... E ver a cidade com suas praças e calçadas destruídas e ocupadas por ambulantes que vendem até cachaça em plena rua. É uma vergonha. Por tudo isso e muitas outras coisas que esse projeto falido da Prefeita que é realmente Ruinziane não merece mais quatro anos.

JOSE ROBERTO LOPES TEIXEIRA

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Patrícia está preparada para resolver as principis mazelas de Fortaleza, desde a vergonha da prostituição infantil às obras que a cidade tanto necessita. Parabéns, prefeita 2009/2016!

antônio sinfrônio

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Ui ui ui ui! Cruz-Credo! Bate na madeira três vezes. Deus nos livre e guarde dessa patricinha na prefeitura. Tá, Fortaleza tem um histórico de péssimos prefeitos, mas ninguém merece essa marionete do tasso-ciro como prefeita. De porcaria, já basta juraci, luizim-anne, ciro, cambraia... NÃO VOTE NA MUNDIÇA! NÃO DESPERDICE SEU VOTO. VOTE NULO! VOTE NULO! VOTE NULO!

Ze Povim

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PATÍCIA voltou a ser SABOYA mas nunca deixou de ser GOMES. Em verdade ela representa hoje o que há de mais retógrado na política:OLIGARQUIA INTERIORANA e ABSOLUTISMO POLÍTICO. Sempre eleita com a grana de Tasso e à sombra de Ciro Gomes, Patrícia já passou por pelo menos 5 partidos políticos nos últimos anos. Muda de partido com quem muda de roupa. Nas eleições passadas apareceu como conselheira dessa LORA BURRA que desgoverna Fortaleza. Agora é adversária por ordem e vontade do Cel. Tasso Jereissati e do seu ex-marido, Ciro Gomes, ambos sócios nos negócios públicos do Ceará há mais de 22 anos. Já chega, Não? Fortaleza precisa de um Prefeito independente e comprometido com os interesses do povo.

Vânia Saboya

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PATÍCIA voltou a ser SABOYA mas nunca deixou de ser GOMES. Em verdade ela representa hoje o que há de mais retógrado na política:OLIGARQUIA INTERIORANA e ABSOLUTISMO POLÍTICO. Sempre eleita com a grana de Tasso e à sombra de Ciro Gomes, Patrícia já passou por pelo menos 5 partidos políticos nos últimos anos. Muda de partido com quem muda de roupa. Nas eleições passadas apareceu como conselheira dessa LORA BURRA que desgoverna Fortaleza. Agora é adversária por ordem e vontade do Cel. Tasso Jereissati e do seu ex-marido, Ciro Gomes, ambos sócios nos negócios públicos do Ceará há mais de 22 anos. Já chega, Não? Fortaleza precisa de um Prefeito independente e comprometido com os interesses do povo.

Vânia Saboya

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Os Ferreira Gomes não perdem tempo. Já detem a Fazenda Sobral, Fazenda Ceará e agora querem a Fazenda Fortaleza, com prostitutas e tudo.a uma jaula.

Francisco Roberto Felix Rodrigues

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