02/07/2008 00:55
O iminente risco jurídico que ronda a candidatura à reeleição de Luizianne Lins teve origem no impasse político que se arrasta há várias semanas. O POVO apurou que conflitos de interesse entre os dois grupos que hoje comandam a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado, liderados pelo PT e PSB, respectivamente, estariam no epicentro da crise que travou a indicação do vice.
Os dois partidos estão coligados desde 2004 e, em 2006, elegeram Cid Gomes (PSB) governador e Francisco Pinheiro (PT) na vice. A indicação do petista coube a Luizianne. Pelo acordo, caberia ao governador a palavra final sobre o vice da prefeita, em 2008. Pretensões eleitorais da prefeita em 2010 estariam, no entanto, dificultando o processo de escolha do vice da chapa. O próximo mandato vai até 2012. Na hipótese e Luizianne ser reeleita e se afastar para tentar outro cargo em 2010, o candidato a vice seria prefeito por dois anos. Ou seja, tanto o governador quanto a prefeita têm interesse de ter um nome de confiança política.
"Ela (Luizianne) não quer um vice que tenha força", diz uma fonte, referindo-se a Tin Gomes (PHS), um dos nomes cotados para a vaga, e que agrada a Cid. Luizianne também temeria o controle que Tin mantém sobre mais de um terço da Câmara. Problemas internos no PSB - rachado entre os chamados históricos e ciristas - seria um agravante para a falta de consenso no partido do próprio governador. (EC)
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Ruinzianne e seus asseclas, por extrema incompetência, inviabilizaram participar da própria sucessãoo. Por não ter homologado, na convenção, o nome do vice, tecnicamente Ruinzianne está fora do processo sucessório. Esse fato poupará o eleitor de ter que ouvir ladainhas de mentiras sobre a desastrosa administração municipal.
João Arruda