Política
Clima de "revolta" e "insegurança"
14 Dez 2007 - 00h23min
Principal área afetada pelo corte dos recursos oriundos da CPMF, a Saúde, no Ceará, pode sofrer redução nos recursos destinados ao custeio do Sistema Único de Saúde (SUS), que envolve hospitais de pequeno e médio porte, hospitais pólo, policlínicas de especialidades médicas, cirurgias eletivas, exames, atendimento de urgência e emergência, entre outros setores. A informação é do secretário de Saúde do Estado, João Ananias, que voltou ontem à tarde de Brasília, de reunião entre o Ministério da Saúde e os estados. Segundo ele, o sentimento entre os gestores da Saúde no País é de "revolta" e "insegurança".
"Nós temos um histórico do financiamento da Saúde. Fizemos um exercício com a CPMF durante muito anos. (...) De repente, a gente se vê sem essa possibilidade. E, para os estados nordestinos essa situação se agrava mais, porque 90% da população depende do SUS. A gente não pode chegar para o povo e dizer: 'vai lá, procurar, no Senado, que eles dão remédio'", diz o secretário.
Plano B
Para o diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Marcos Holanda, seria necessário que o Governo Federal tivesse um "plano B", já que o orçamento foi finalizado já durante as discussões sobre a prorrogação da CPMF. No momento de refazer os cálculos, Holanda diz que há algumas possibilidades. "O Governo tentar compensar isso com a arrecadação, pelo próprio desempenho da economia; tentar otimizar os gastos; ou diminuir o superávit. Tem folga para isso? Talvez tenha", analisa. (MB)
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