22/09/2007 16:29
Apesar das limitações apontadas por especialistas, o Bolsa Família, quando ainda tinha um alcance modesto e se chamava Fome Zero, foi um dos cartões de apresentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o petista chegou ao poder, em 2003. Não demorou muito e começaram a surgir os primeiros elogios, inclusive de arautos do chamado primeiro mundo.
Um dos primeiros veio de Lisa Schineller, diretora para a América Latina da agência de classificação de risco Standard & Poors, na reta final da campanha eleitoral do ano passado: "Manter o Bolsa Família é um desafio crucial para o próximo governo, não importa quem ganhe a eleição", afirmou.
Paul Wolfowitz, ex-presidente do Banco Mundial e homem de confiança de George W. Bush, elogiou o programa em visita ao Brasil, em dezembro de 2005, a exemplo do que fizera uma das mais conceituadas revistas de economia do mundo, a The Economist, que exaltou o fato de o programa não gerar impacto significativo para as contas públicas, apesar da abrangência, principalmente, quando comparado a modelos similares, na América Latina. (veja quadro)
O relatório final da Conferência Internacional sobre Transferência de Renda Condicional, realizada em junho passado, pelo Banco Mundial, avalia que programas como o do governo brasileiro têm a vantagem de focar nos mais pobres entre os pobres e de melhorar a condição de vida dos beneficiários. (EC)
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