23/06/2007 03:34
O presidente da Câmara, Tin Gomes (PHS), assumiu a autoria da nota divulgada ontem pela Casa na imprensa. Ele não considera que exista crise entre os parlamentos. "Ele (Luiz Pontes) disse que a Câmara tinha sido irresponsável. A nota é em resposta aos professores baderneiros e ao deputado Luiz Pontes", reafirmou o presidente.
Tin contou que a Câmara atendeu a 16 dos 18 tópicos exigidos pelos professores na feitura do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Educação. Relatou que o parlamento municipal recebeu os manifestantes "com água, café e um telão".
"Acharam pouco e foram invadir o Plenário. O que eu fiz foi colocar oito, dez guardas para não deixar invadir o plenário. Aí o Luiz Pontes vai dizer que foi uma atitude minha abusiva, que eu coloquei os guardas para bater nos professores. Quem se precipitou foi o deputado Luiz Pontes", rebateu o presidente da Casa.
Oposição
O vereador Alri Nogueira (PSDB) procurou o O POVO para rebater a nota da Câmara. Segundo ele, que é correligionário de Luiz Pontes, "todos da oposição estão revoltados com isso". O parlamentar contou que o grupo de oposição, formado por oito vereadores, tentará aprovar um requerimento para que a nota seja refeita.
O tucano contou que votou "não" na primeira votação, questionando um trecho da nota que informa que "o vereador Tin Gomes, presidente da Mesa Diretora, juntamente com a bancada de situação e com o apoio da oposição, conseguiu aprovar 15 das 17 reivindicações da categoria". "Isso que está acontecendo é um verdadeiro absurdo", criticou.
O presidente da Câmara rebateu as críticas de Alri. Segundo ele, não é a oposição contra o PCCS, é somente o Alri. "Não refaço a nota porque a votação (das emendas) foi por unanimidade, então quer dizer que foram todos os vereadores", respondeu.
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