Política
NORTE E NORDESTE
Reunião da ANJ discute força da mídia regional com governo
Dezessete jornais do Norte e do Nordeste participaram, em Fortaleza, de debate com representantes do governo Lula sobre os veículos regionais e os critérios de distribuição das verbas federais
19 Jun 2007 - 01h33min
O debate sobre a regionalização das políticas de comunicação social ganhou corpo, ontem, durante o "I Encontro dos Jornais do Norte e Nordeste", promovido pela Associação Nacional dos Jornais (ANJ). O evento, que ocorreu no Hotel Ponta Mar, na Beira Mar, em Fortaleza, contou com a participação de 17 jornais, oriundos de oito diferentes estados das regiões Norte e Nordeste. De acordo com a organização, 85 pessoas participaram do encontro, representando agências de publicidade e propaganda, universidades, rádios, jornais, e TVs.
Na abertura, a presidente-executiva do e vice-presidente da ANJ, Luciana Dummar, falou da necessidade de o Poder Público equiparar cada vez mais as estruturas de comunicação e publicidade destinadas aos veículos regionais do País. "Durante anos, o poder público destinou grande parte de sua estrutura de comunicação - tanto de publicidade, como do jornalismo - para a estrutura da chamada 'grande imprensa'", afirmou.
Para ela, contudo, essa lógica de privilégios ao chamado "eixo Rio-São Paulo" - juntamente com Brasília - tem perdido força "rapidamente". "Nesse sentido, ganha relevância o papel dos jornais regionais. São eles que estão na ponta deste processo de democratização da informação. É esta mídia que está mais próxima da realidade social, cultural, econômica e política de cada área", disse.
O superintendente do Diário do Nordeste, Pádua Lopes, também na saudação inicial aos participantes, complementou a idéia do fortalecimento da regionalização. Segundo afirmou, os veículos de comunicação nacionais são importantes porque são poucos. Dessa forma, para ele, "os jornais regionais são também importantes porque são muitos". Pádua pontuou ainda a respeito no advento das novas tecnologias e os desafios que as mesmas impõem aos veículos impressos. "O meio jornal tem de acompanhar a marcha das mudanças".
Em seguida, o diretor-executivo da ANJ, Antônio Athayde, fez uma exposição sobre a instituição. Falou de sua missão, destacou a estrutura e mostrou como a disponibiliza a serviço das empresas associadas. Athayde frisou ainda a necessidade de os jornais se reposicionarem diante do mercado publicitário. Para reforçar essa prioridade, ele anunciou estudos encaminhados para criação de uma Central Nacional de Vendas, nos moldes da norte-americana Newspaper National Network (NNN). Uma idéia, adiantou, que ainda será apresentada e discutida com as empresas jornalísticas de todas as regiões.
Na seqüência da programação aconteceram dois debates com participação de representantes do Governo federal. No primeiro dos painéis, o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Roberto Smith, apresentou o painel "O crescimento da economia nas regiões Norte e Nordeste e o mercado da comunicação"; e o sub-chefe executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Ottoni Fernandes, ministrou o tema "A importância da mídia regional para a publicidade do Governo Federal".
NÚMEROS
14,31% é a participação do Nordeste no PIB nacional.
49,4% dos recursos do Bolsa Família estão no Nordeste.
16,9% é a participação da Região no consumo do Brasil.
Na abertura, a presidente-executiva do e vice-presidente da ANJ, Luciana Dummar, falou da necessidade de o Poder Público equiparar cada vez mais as estruturas de comunicação e publicidade destinadas aos veículos regionais do País. "Durante anos, o poder público destinou grande parte de sua estrutura de comunicação - tanto de publicidade, como do jornalismo - para a estrutura da chamada 'grande imprensa'", afirmou.
Para ela, contudo, essa lógica de privilégios ao chamado "eixo Rio-São Paulo" - juntamente com Brasília - tem perdido força "rapidamente". "Nesse sentido, ganha relevância o papel dos jornais regionais. São eles que estão na ponta deste processo de democratização da informação. É esta mídia que está mais próxima da realidade social, cultural, econômica e política de cada área", disse.
O superintendente do Diário do Nordeste, Pádua Lopes, também na saudação inicial aos participantes, complementou a idéia do fortalecimento da regionalização. Segundo afirmou, os veículos de comunicação nacionais são importantes porque são poucos. Dessa forma, para ele, "os jornais regionais são também importantes porque são muitos". Pádua pontuou ainda a respeito no advento das novas tecnologias e os desafios que as mesmas impõem aos veículos impressos. "O meio jornal tem de acompanhar a marcha das mudanças".
Em seguida, o diretor-executivo da ANJ, Antônio Athayde, fez uma exposição sobre a instituição. Falou de sua missão, destacou a estrutura e mostrou como a disponibiliza a serviço das empresas associadas. Athayde frisou ainda a necessidade de os jornais se reposicionarem diante do mercado publicitário. Para reforçar essa prioridade, ele anunciou estudos encaminhados para criação de uma Central Nacional de Vendas, nos moldes da norte-americana Newspaper National Network (NNN). Uma idéia, adiantou, que ainda será apresentada e discutida com as empresas jornalísticas de todas as regiões.
Na seqüência da programação aconteceram dois debates com participação de representantes do Governo federal. No primeiro dos painéis, o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Roberto Smith, apresentou o painel "O crescimento da economia nas regiões Norte e Nordeste e o mercado da comunicação"; e o sub-chefe executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Ottoni Fernandes, ministrou o tema "A importância da mídia regional para a publicidade do Governo Federal".
NÚMEROS
14,31% é a participação do Nordeste no PIB nacional.
49,4% dos recursos do Bolsa Família estão no Nordeste.
16,9% é a participação da Região no consumo do Brasil.
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