07/06/2007 01:50

O POVO - O senhor apresentou 120 emendas. A Constituição estadual é tão ruim assim?
Ferreira Aragão - Ela é baseada na Constituição de 1988 e imobiliza todo mundo. Nós temos que mexer geral porque os deputados não tem direito de fazer nada, por isso que o povo reclama. Às vezes é uma coisa simples. É uma mordaça geral. É só acrescentando algumas coisas para dar um oxigeniozinho.
OP - Qual a emenda mais importante apresentada pelo senhor?
Ferreira - Como se pode fazer alguma coisa se não pode gastar? A emenda mais importante é flexibilizar o artigo 60, dando poderes ao deputado de criar despesas concomitantemente ao governo do Estado. Seria uma divisão de poder, uma legislação concomitante, simultânea, entre governo do Estado e Assembléia. A nossa alforria só se daria por completo se mexêssemos na (Constituição) de 88, como não podemos vamos mexer na de 89 (Constituição Estadual).
OP - Dessas 120, o senhor espera que quantas sejam aprovadas?
Ferreira - Se aprovar pelo menos 30 emendas, dá um oxigênio bom. O meu desejo é que sejam todas aprovadas porque não tem coisa ruim, só tem coisa boa, que é o que o povo quer. É como se tivéssemos uma grande sala e tivéssemos amarrados e amordaçados. Com a atualização, é como se tirássemos as mordaças e as amarras, mas continuaria na sala. Mas dentro da sala a gente pode andar, se locomover.
OP - Se o senhor fosse escolher uma menos expressiva, qual seria?
Ferreira - Todas são importantes, mas acho que seria uma que aumenta o prazo da licença maternidade da funcionária pública.
OP - Mas essa mensagem já foi enviada pelo governo Cid. Seria para regulamentar?
Ferreira - É, isso mesmo. O que eu quero é fazer alguma coisa. E para fazer alguma coisa tem que jogar pesado, por isso que eu apresentei 120.
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