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Política

OPERAÇÃO NAVALHA

PF prende deputado e ex-governador

Quadrilha acusada de fraudes e desvio de recursos federais em obras públicas foi desarticulada ontem pela Polícia Federal através da Operação Navalha. Entre os presos, estão o deputado distrital Pedro Passos (PMDB) e o ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares, além de prefeitos, secretários estaduais e assessores ministeriais


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18/05/2007 01:00


Até o início da noite de ontem, a Polícia Federal havia prendido, durante a "Operação Navalha", 46 pessoas acusadas de fraudes e desvio de recursos federais em obras públicas. Entre os presos, estão o deputado distrital Pedro Passos (PMDB); o ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSB); o secretário de Infra-Estrutura de Alagoas, Adeílson Teixeira Bezerra; o diretor do Detran de Alagoas, Márcio Menezes Gomes; o assessor especial do gabinete do ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), Ivo Almeida Costa; o prefeito de Camaçari (BA), Luiz Carlos Caetano (PT); e dois sobrinhos do atual governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT) - Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior.

A operação foi deflagrada ontem pela manhã para desarticular uma organização criminosa que atuava desviando recursos públicos federais e foi realizada nos Estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, São Paulo e no Distrito Federal.

A ministra Eliana Calmon, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), expediu mais de 40 mandados de prisão preventiva e 84 de busca e apreensão. Segundo a PF, a empresa Gautama, localizada em Salvador (BA), articulava a organização criminosa infiltrada no governo federal e em governos estaduais e municipais.

O objetivo da quadrilha, de acordo com a Polícia Federal, era a obtenção de lucros através da execução de obras públicas. O grupo era organizado e estruturado para a prática de variados delitos, como fraudes em licitações, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, que iniciou as investigações em novembro de 2006, a quadrilha desviou, em nível federal, recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes). Já em nível estadual, houve fraudes nos Estados de Alagoas, Maranhão, Sergipe, Piauí e no Distrito Federal; e em nível municipal, nas cidades de Camaçari (BA) e Sinop (MT).

Cerca de 400 policiais federais participam da operação. Além dos mandados de prisões e de busca e apreensão, a ministra determinou também o bloqueio de contas e a indisponibilidade dos bens imóveis dos integrantes do esquema, e que todos os presos sejam encaminhados a Brasília.


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