02/04/2007 01:06
O processo de reformulação do PFL começou ainda em 2005. Ele pretendia lançar o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, na disputa pela Presidência. Mas a idéia não decolou e o partido se uniu, novamente, ao PSDB. Agora, depois da derrota nas urnas, o partido revolveu seguir com as transformações. O secretário-geral da executiva Edgar Fuques diz que a intenção é "buscar novas alternativas, novos adeptos, nova roupagem". "O partido existe em razão de buscar o poder. Mas, nos últimos temos, o PFL deixou de ser robusto", avaliou.
Os filiados estão otimistas. Na avaliação de Fuques, o Democratas vai apostar nos políticos jovens e deixar em segundo plano atuações conservadoras já tradicionais no partido, com o comando de caciques nacionais. "Tem que mudar um pouco essa cultura. Claro que a gente respeita muito o passado, mas temos que ter mentes abertas para poder trazer novos filiados". Mas não pode ser qualquer um. "Ele tem que estar de acordo com o ideário do partido, e não, simplesmente, buscando uma oportunidade para se eleger", frisou.
Entretanto, o prefeito de Solonópoles, Atualpa Júnior (DEM), ressaltou alguns desafios que os Democratas terão de enfrentar. "No Ceará, ele (DEM) se resume ao Moroni Torgan. É uma força inexpressiva. Em nível de interior, não existe. É um partido que tem poucas pessoas e elas ficam isoladas. Não há uma união partidária". Segundo ele, isso demonstra uma fragilidade do partido. O prefeito compara a força do então PFL, inclusive, na década de 80. "Não adianta mudar só o nome e a diretoria, é preciso pensar novas ações", destacou o prefeito. (MB)
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