Política
NA FILA
Após Lúcio, PR espera mais filiações
Por enquanto, ficou apenas nos três deputados federais e um estadual a debandada tucana que se esperava com a saída do ex-governador Lúcio Alcântara do PSDB
Érica Azevedo
da Redação
19 Mar 2007 - 01h31min
O Partido da República (PR), que recebeu o ex-governador Lúcio Alcântara e seu filho, o deputado federal Léo Alcântara, além dos deputados federais Vicente Arruda, Marcelo Teixeira, e o estadual, Adahil Barreto, permanece à espera de mais adesões no Ceará. Da prometida revoada de prefeitos do PSDB e de outros líderes ligados a Lúcio, no momento, só há especulações. Uma reunião marcada para a próxima semana pode definir estratégias para os dirigentes conseguirem arrematar mais filiados.
Dos representantes do PR procurados pelo O POVO para comentar o processo de crescimento do partido no Estado, poucos se aventuraram a apresentar prognósticos mais concretos. A deputada federal Gorete Pereira até apresentou algum indício de que poderão acontecer outras filiações em breve. Porém, sem especificar quem seriam os futuros correligionários. Segundo ela, que é originária do PL (sigla que deu lugar ao PR), há uma grande chance de ampliação do número de partidários entre os prefeitos que foram eleitos pelo PSDB e que são ligados a ela e ao prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa.
Pessoa garantiu que São Gonçalo do Amarante, gerido pelo prefeito Walter Ramos (PSD) - cidade natal de Lúcio Alcântara - e Fortim, cujo prefeito é Júnior Guedes (PP), serão os próximos municípios administrados pelo PR no Ceará. O POVO procurou ambos os prefeitos, mas não conseguiu localizar nenhuma até o fechamento da edição.
Outra aposta seria o prefeito de Iguatu, Agenor Neto, um dos articuladores da chapa Lu-Lu (Lúcio Alcântara e Lula) que polemizou a campanha do então candidato Lúcio. A assessoria de gabinete de Agenor Neto, ex-PSDB e atualmente sem partido, não quis comentar sobre o assunto e informou que o prefeito estava viajando.
Gorete Pereira afirmou que o PR estadual assistirá a uma "possível entrada de alguns deputados", mas ressaltou que somente depois de resolvida qual a posição do PR no governo Lula - situação ou oposição - serão definidos os novos integrantes. "Eles (os membros atuais e os novos integrantes) têm que seguir a minha linha, independente", disse, dando a entender que a sigla tende a não comportar parlamentares que discursem contra o governo.
Marcelo Teixeira, mais esquivo, não comenta a perspectiva de ampliação partidária e se diz "fora da discussão", apesar de ter ingressado no PR juntamente com Lúcio e Léo Alcântara no início deste mês. Léo também não antecipou informações sobre ampliação partidária no Ceará e disse que uma comissão provisória será nomeada na próxima semana para discutir quem, dentre parlamentares, gestores municipais e líderes políticos, irão compor a sigla. "Agora, se eu disse qualquer coisa nesse momento, se um, dois ou nenhum prefeito vai entrar no PR, eu seria irresponsável", disse.
O POVO procurou os deputados Vicente Arruda e Adahil Barreto, que não retornaram os recados deixados na caixa postal até o fechamento da matéria.
Dos representantes do PR procurados pelo O POVO para comentar o processo de crescimento do partido no Estado, poucos se aventuraram a apresentar prognósticos mais concretos. A deputada federal Gorete Pereira até apresentou algum indício de que poderão acontecer outras filiações em breve. Porém, sem especificar quem seriam os futuros correligionários. Segundo ela, que é originária do PL (sigla que deu lugar ao PR), há uma grande chance de ampliação do número de partidários entre os prefeitos que foram eleitos pelo PSDB e que são ligados a ela e ao prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa.
Pessoa garantiu que São Gonçalo do Amarante, gerido pelo prefeito Walter Ramos (PSD) - cidade natal de Lúcio Alcântara - e Fortim, cujo prefeito é Júnior Guedes (PP), serão os próximos municípios administrados pelo PR no Ceará. O POVO procurou ambos os prefeitos, mas não conseguiu localizar nenhuma até o fechamento da edição.
Outra aposta seria o prefeito de Iguatu, Agenor Neto, um dos articuladores da chapa Lu-Lu (Lúcio Alcântara e Lula) que polemizou a campanha do então candidato Lúcio. A assessoria de gabinete de Agenor Neto, ex-PSDB e atualmente sem partido, não quis comentar sobre o assunto e informou que o prefeito estava viajando.
Gorete Pereira afirmou que o PR estadual assistirá a uma "possível entrada de alguns deputados", mas ressaltou que somente depois de resolvida qual a posição do PR no governo Lula - situação ou oposição - serão definidos os novos integrantes. "Eles (os membros atuais e os novos integrantes) têm que seguir a minha linha, independente", disse, dando a entender que a sigla tende a não comportar parlamentares que discursem contra o governo.
Marcelo Teixeira, mais esquivo, não comenta a perspectiva de ampliação partidária e se diz "fora da discussão", apesar de ter ingressado no PR juntamente com Lúcio e Léo Alcântara no início deste mês. Léo também não antecipou informações sobre ampliação partidária no Ceará e disse que uma comissão provisória será nomeada na próxima semana para discutir quem, dentre parlamentares, gestores municipais e líderes políticos, irão compor a sigla. "Agora, se eu disse qualquer coisa nesse momento, se um, dois ou nenhum prefeito vai entrar no PR, eu seria irresponsável", disse.
O POVO procurou os deputados Vicente Arruda e Adahil Barreto, que não retornaram os recados deixados na caixa postal até o fechamento da matéria.
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