24/02/2007 01:40

A prefeitura de Fortaleza convocou, ontem, coletiva de imprensa para contestar os problemas apontados na organização do último reveillon. Acompanhado dos secretários de Finanças e Turismo - Alexandre Cialdini e Henrique Sérgio, respectivamente -, o procurador-geral do Município, Martônio Mont'Alverne, qualificou de "imprecisas" as informações publicadas e disse que disponibilizará para a Câmara dos Vereadores, Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e imprensa todos os documentos referentes à negociação.
Mont'Alverne argumentou que não houve ilegalidade nos procedimentos adotados pela prefeitura na hora da contratação de artistas musicais. "O que se deu, na realidade, foram distintos processos para cada um dos artistas contratados, realizados por inexigibilidade de licitação. Todos os processos tiveram parecer da procuradoria-geral do município e, por isso, os contratos foram firmados".
Henrique Sérgio, secretário do Turismo, disse que, do mais de R$ 1,5 milhão gasto com o reveillon, o Banco do Brasil (BB) arcou com R$ 1,25 milhão - toda a quantia publicada no Diário Oficial do Município (DO) do dia 29 de dezembro do ano passado. O outro montante, conforme diz, ficou a cargo dos outros patrocinadores - Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Ministério do Turismo e Ambev - e se referem a pagamento de "publicidade, palco, a estrutura física do evento, a segurança etc". "As outras quantias (dos outros patrocinadores) não foram publicadas (no Diário Oficial) pelo fato desses valores não passarem pelo contrato do convênio do BB com a prefeitura", completou.
O secretário afirmou ainda que se a quantia tivesse de fato saído dos cofres da prefeitura teria de constar no DO uma rubrica orçamentária - o indicativo de movimentação no orçamento do município. O DO não informa que os recursos provêm do Banco do Brasil e coloca o município de Fortaleza como "contratante" do serviço. "O recurso não é municipal. Vieram de cinco entidades que resolveram pagar a empresa Estrutural, desde que ela realizasse o reveillon em Fortaleza", intensificou Mont'Alverne.
Sobre o fato da quantia dispendida com cada artista ser considerada elevada, o líder da prefeita na Câmara, Guilherme Sampaio, reafirmou que o valor não serviu somente para o pagamento de cachês. "Teve toda a estrutura física, e tecnológica para um grande som, contratação de outras bandas, a iluminação, toda a estrutura de um evento como esse. Algumas pessoas não se conformam que a política cultural na cidade renasceu no governo da Luizianne (Lins)", disse. (Rômulo Farias, especial para O POVO)
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