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Lula discute com petistas composição do governo

O presidente recebeu no Palácio do Planalto o governador de Sergipe, Marcelo Déda, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia. Na pauta dos encontros, o espaço do PT no governo e o novo líder do Palácio do Planalto na Câmara dos Deputados


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17/02/2007 01:34

Legenda: LULA E Marcelo Déda discutem montagem do governo (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Legenda: LULA E Marcelo Déda discutem montagem do governo (Foto: Ricardo Stuckert/PR)


O fortalecimento da representação do PT na distribuição de cargos no novo mandato presidencial foi a pauta dos encontros do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), com o presidente Lula, ontem, há poucas horas do início do recesso carnavalesco.

O governador sergipano defendeu mais espaços para os petistas durante a reforma ministerial. "O partido não pode abdicar de sua responsabilidade de sugerir, apresentar proposta de ocupação de espaços e, obviamente, de apresentar nomes de seus militantes que possam desempenhar funções no governo. Agora, a decisão é do presidente da República. O apoio do PT ao presidente não pode ser condicionado ao tamanho da participação ou a nomes de ministros. Obviamente, que o partido tem o direito e até o dever de reivindicar e apresentar nomes",disse.

Déda lembrou, ainda, da experiência dos petistas na administração de algumas cidades brasileiras, os quais, segundo ele, poderiam ser cotados para o Ministério das Cidades. "O PT tem extraordinária experiência nas prefeituras, tem acúmulo em estudos de questões urbanas e êxito na administração de cidades de pequeno, médio e grande portes. Um quadro como Marta Suplicy é preparado para uma hipótese como essa", avaliou o governador.

O governador aproveitou ainda para cobrar mudanças na política econômica e, se preciso, no comando do Banco Central, dirigido por Henrique Meirelles. Déda disse que o "PT, a torcida do Flamengo e a torcida da Mangueira" querem mudar o ritmo da queda das taxas de juros. "Temos de mudar a política econômica", afirmou. "Na hora que o governo decidir mudar a política ou os atuais agentes mudam suas concepções ou mudam os agentes."

Chinaglia mostrou-se mais cauteloso que Déda, mas foi enfático ao afirmar que o fato de o partido estar na presidência da Câmara, não condiciona que o PT fique com um número menor de ministérios. Ele discutiu com o presidente a escolha do nome do novo líder do partido na Câmara, mas não quis contar o conteúdo da conversa. "Ele (presidente) pediu minha opinião, eu dei. Mas não tenho direito de revelar esse tipo de conversa", afirmou.

O presidente da Câmara disse que serão anunciados na próxima quinta-feira, 22, os nomes dos relatores das sete medidas provisórias (MPs) do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo Chinaglia, os parlamentares de oposição terão o direito de relatar as medidas.

Já a escolha dos nomes deverá, de acordo com Chinaglia, obedecer o tamanho das bancadas dos partidos na Câmara. "Vamos seguir o critério da proporcionalidade. Vai ter partido que vai ter um pouco mais de relatoria, vai ter partido que vai ter bem menos. Mas isso faz parte de uma composição onde estamos priorizando a representação e a força política da Câmara e, ao mesmo tempo, buscando relatores com perfis apropriados para cada relatoria ", disse Chinaglia.

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