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INDECISÃO

Lúcio e aliados próximos de trocar PSDB pelo PR

Clovis Holanda
da Redação

Enquanto o ex-governador segue em viagem pelo exterior, crescem as especulações de que Lúcio Alcântara já definiu seu futuro partidário. Hoje, a maior possibilidade é de uma transferência para o PR, junto com deputados tucanos fiéis, inclusive com aprovação do presidente Lula


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25/01/2007 02:12

LÚCIO e Lula durante encontro no ano passado teriam tratado da mudança de partido(Foto: ROOSEWELT PINHEIRO/ABr)
LÚCIO e Lula durante encontro no ano passado teriam tratado da mudança de partido(Foto: ROOSEWELT PINHEIRO/ABr)

Mesmo no Exterior desde o início do mês, o nome do ex-governador Lúcio Alcântara (PSDB) continua objeto de especulações quanto ao seu futuro político. Ao lado dos cinco deputados federais eleitos pelo PSDB em 2006 no Estado, Lúcio estaria decidido a trocar a sigla pelo PR (ex-PL). O líder do partido na Câmara, deputado federal Luciano Castro (RR), disse em entrevista ao jornal O Globo que o partido deve passar de 23 para 42 parlamentares até o início da nova legislatura, dia 1º de fevereiro.

A onda de crescimento da legenda na Câmara se daria por decisão do próprio presidente Lula, interessado em aumentar sua base de apoio teria pedido aos partidos que formam a coalizão governista para atraírem deputados de legendas da oposição. Neste propósito, o PR seria o partido ideal para abrigar os novos aliados. A sigla cumpriria a função assumida pelo PTB durante o primeiro mandato, sem a linha oposicionista e os resquícios do escândalo do mensalão vinculados à imagem de Roberto Jefferson, presidente do PTB.

O próprio Lula teria afiançado o ingresso de Lúcio e de cinco deputados federais cearenses no PR. O mesmo caminho deve ser trilhado pelo governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi (ex-PPS), que está se filiando no PR junto com seu grupo político.

A possível filiação de Lúcio a um partido governista começou a ser ventilada ainda no final do ano passado, após o "encontro de despedidas" entre Lula e Lúcio no Palácio do Planalto. Rompido politicamente com o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, é pouco provável que Lúcio permaneça na sigla. Na última terça-feira, dos cinco deputados federais tucanos, apenas Vicente Arruda (PSDB) compareceu à reunião da bancada tucana que definiu pelo apoio à candidatura de Gustavo Fruet (PR) à presidência da Câmara.

No entanto, apesar da forte especulação e dos indícios de que o grupo estaria cada vez mais próximo do Governo, nada foi oficializado ainda e deputados federais do PSDB continuam negando que a decisão de sair já tenha sido tomada.

Os deputados federais Léo Alcântara, que é filho de Lúcio, e Manoel Salviano disseram ontem ao O POVO que estão analisando o futuro político-partidário do grupo. Além do PR, o grupo avalia convites do PP, PMDB, PDT e do improvável PTB. Segundo Salviano, também ainda não está decidido se a troca de partido será feita em bloco. "Alguns podem mudar e outros permanecerem. Existe a possibilidade de alguns esperarem a reforma política para ver que rumo vão tomar. Isto (esta decisão) deve ficar para março", disse e deputado.

Léo Alcântara declarou que ainda não há sequer inclinação do grupo a nenhuma das legendas de onde partiram os convites. "O próprio ministro Walfrido Mares Guia (PTB) procurou saber qual o nosso destino, mas ainda não decidimos", disse.

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