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Ausências esvaziam reunião com deputados

A lista de ausentes começou pelo governador Cid Gomes, que, segundo a assessoria, estava cumprindo agenda fora do Palácio na hora da reunião. Os que compareceram, saíram elogiando o primeiro encontro da bancada com os representantes do Executivo


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25/01/2007 02:12

IVO GOMES justificou ausência de Cid na hora da reunião(Foto: NATINHO RODRIGUES)
IVO GOMES justificou ausência de Cid na hora da reunião(Foto: NATINHO RODRIGUES)

As ausências terminaram marcando a reunião entre o governo e os deputados estaduais marcada para ontem à tarde, no Palácio Iracema, com objetivo de tirar eventuais dúvidas sobre a Reforma Administrativa que deverá ser colocada em votação na Assembléia na próxima semana. A mais significativa foi a do próprio governador. "Ele (Cid) está com agenda fora do Palácio", justificou o chefe de Gabinete, Ivo Gomes (PSB). O ainda presidente da Assembléia Legislativa, Marcos Cals (PSDB), também não compareceu, e comunicou sua ausência pelo telefone ao líder do governo, Nelson Martins (PT). Dos 46 deputados da legislatura que termina no dia 1º de fevereiro, apenas 22 marcaram presença.

Muitas faltas também entre os secretários da nova gestão. Só estiveram presentes Silvana Parente, do Planejamento e Gestão; René Barreira, da Ciência e Tecnologia; Mauro Filho, da Fazenda; Arialdo Pinho, da Casa Civil; e o procurador do Estado, Fernando Oliveira. Arthur Bruno (PT), novo secretário de Trabalho e Desenvolvimento Social, também faltou ao encontro que ocorreu a portas fechadas, sem acesso da imprensa - que teve de aguardar na recepção do Palácio. Depois de duas horas reunidos num auditório, os primeiros deputados começaram a sair. A maioria com discurso comum de elogios à apresentação, feita pela cúpula do governo, das principais diretrizes da Reforma Administrativa.

Um dos principais assuntos discutidos ao final da reunião foi a desvinculação do Fundo de Combate à Pobreza (Fecop) da atual Secretaria de Ação Social (SAS) para a futura Secretaria do Planejamento e Gestão - um dos itens da reforma. "O impacto é que o Fecop deixa de ser moeda eleitoral e passa a atuar para aquilo que de fato foi criado", elogiou o ainda deputado estadual, e deputado federal eleito, José Nobre Guimarães (PT). "O Fecop estava servindo para todos os males, até para construir campos de futebol", disse o também deputado federal eleito, Chico Lopes (PCdoB).

Outro ponto da reforma debatido durante o momento de conversa entre os deputados, foi a inclusão dos devedores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) na dívida ativa, que atualmente só inclui devedores de tributos. "Foi um dos pontos que mais combati. Isso já deveria ter sido feito há muito tempo", disse Chico Lopes. (Rômulo Farias, especial para O POVO)

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