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Política

REPERCUSSÃO

Boa intenção, pouco diálogo

Vicente Gioielli
da Redação

A prefeita Luizianne Lins elogiou a iniciativa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas voltou a criticar a falta de diálogo do governo federal com as prefeituras na formulação do programa


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24/01/2007 01:37

LUIZIANNE ao lado de Joaquim Cartaxo, Tin Gomes, Inácio Arruda e do deputado eleito Eudes Xavier (Foto: Evilázio Bezerra)
LUIZIANNE ao lado de Joaquim Cartaxo, Tin Gomes, Inácio Arruda e do deputado eleito Eudes Xavier (Foto: Evilázio Bezerra)

A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), voltou a criticar ontem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado na última segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ela, as prefeituras das grandes metrópoles deveriam ter sido chamadas para ajudar a compor o projeto.

Depois de entrar nos noticiários brasileiros por ter sido uma das primeiras petistas a criticar o programa do governo federal, Luizianne voltou a citar os pontos que considerou mais críticos, mas também elogiou a iniciativa do presidente Lula. "Eu acho que é importante ter um plano de desenvolvimento para o Brasil, pois é importante saber para onde é que estamos indo", afirmou, em entrevista no ato de assinatura da ordem de serviço da construção de moradias na Vila Cazumba e Lagoa da Zeza.

Sua primeira crítica é em relação ao desenvolvimento do PAC. "Eu acho que faltou articulação com as prefeituras das grandes metrópoles. É ali que se concentra uma parte grande do entravamento do crescimento. Isso se dá por que já houve um adensamento urbano nas capitais, ou pelo menos nas grandes concentrações urbanas, e é preciso atacar os problemas que já existem. Do contrário, você vai botar um plano que a muito longo prazo vai chegar nas prefeituras. As prefeituras é que estão na ponta, são elas que implementam de fato as políticas no dia a dia".

Outro ponto que não deixou Luizianne tranqüila, foi em relação aos transportes. Apesar do Nordeste ser a região que mais recursos vai receber para investimentos neste setor, a prefeita considera que falta integrar projetos. "Só vamos ter linha de investimento nos metrôs. Aqui em fortaleza, por exemplo, a gente estava esperando, além do metrô, que ainda tem que ser concluído, uma articulação com o Transfor (projeto de readequação do transporte público da cidade)", disse.

Luzianne relembrou matéria do jornal O POVO, do dia 26 de agosto de 2006, que demonstrava que o número de passageiros dos ônibus urbanos de Fortaleza tinha aumentado 6,9% nos primeiros seis meses do ano em relação a 2005. "A Prefeitura fez isenção de 50% do ISS (Imposto Sobre Serviços) para o setor do Transporte Público e isso fez com que a passagem permanecesse a mesma há dois anos e aumentasse a inclusão de pessoas no seu uso".

A prefeita aproveitou também para cobrar do governador Cid Gomes (PSB) o acordo de campanha de reduzir em 50% o ICMS para o diesel para o transporte público no Estado. "O governador Cid Gomes se comprometeu de fazer esse estudo. Isso vai baratear a passagem de ônibus pois é um sonho terminar essa gestão com a passagem reduzida", declarou.

Sobre o ingresso de tucanos no secretariado de Cid, Luizianne desconversou. "Não acho que (o PSDB) nem faz parte do governo. Uma coisa são as alianças do Parlamento e outra são as alianças do Executivo".

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