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Política

Convocação sem dinheiro


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24/01/2007 01:37


A convocação extraordinária que começa hoje na Assembléia Legislativa é a primeira em que os deputados não receberão verba extra por terem de trabalhar durante o recesso do Poder. A exemplo do que fez a Câmara no início do ano passado, o Legislativo estadual acabou com a remuneração adicional para estas situações. Antes, cada deputado estadual recebia dois salários a mais por convocação extraordinária. O pagamento não dependia do período da convocação, que, em tese, poderia ser de um mês ou de apenas uma hora.

Desde 1987, apenas em 2005 e 2006 não houve convocação extraordinária de deputados estaduais. A última convocação ocorreu em 2004 e teve um custo de R$ 915,84 mil aos cofres públicos com o pagamento da verba extra.

Os deputados que estão sendo convocados hoje são os eleitos ainda em 2002, já que o novo mandato no Legislativo só se inicia em fevereiro. Dentre eles existem os suplentes dos deputados Mauro Filho (PSB), Artur Bruno (PT) e Ivo Gomes (PSB), que se licenciaram do cargo para assumirem secretarias do novo Governo. No lugar deles assumiram respectivamente os suplentes Avelino Fortes (PSB), José Arimatéia (PDT) e Jéferson Viana (PPS).

Os três ficam no cargo por menos de um mês e só trabalharão durante os oito dias de convocação. Mas custarão ao Estado, entre salários, verbas de desempenho parlamentar e verba de gabinete, mais de R$ 54 mil cada um. A partir de 1º de fevereiro, eles darão lugar aos novos suplentes dos três deputados licenciados: Ana Paula Cruz, Manoel de Castro (ambos do PMDB) e Dedé Teixeira (PT), além de Lula Morais (PCdoB), que assume no lugar do deputado eleito e secretário da Saúde João Ananias (PCdoB). (CH)

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