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Política

Apoio também às reformas


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22/01/2007 01:40

LULA aproveitará o encontro para falar das reformas política e tributária(Foto: FABIO POZZEBOM/ABr)
LULA aproveitará o encontro para falar das reformas política e tributária(Foto: FABIO POZZEBOM/ABr)


O presidente Lula vai aproveitar a presença dos governadores no Palácio do Planalto, durante a divulgação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para falar da necessidade do apoio deles à aprovação das reformas tributária e política ainda neste ano. Lula proporá uma nova reunião para fevereiro, agora destinada exclusivamente ao debate das duas reformas, já que o encontro marcado para hoje deverá ser de apenas 40 minutos e não haverá tempo para que ninguém possa se aprofundar sobre o assunto.

"Não sei se vai dar tempo de falar alguma coisa. Ninguém sabe ao certo qual será a metodologia do encontro, se haverá apenas uma exposição do presidente", afirmou o governador do Sergipe, Marcelo Déda (PT), para quem o ideal é que haja espaço para que os governadores exponham suas idéias ao presidente. "Certamente estaremos de ouvidos e corações abertos para saber o que o presidente pretende", prosseguiu.

Na dúvida em se terá ou não tempo hábil para expor sua ótica sobre os dois temas, Déda se preparou para o evento. No sábado, ele se reuniu em caráter especial para tratar do assunto com seus principais colaboradores das áreas tributária e política. O governador de Roraima, Ottomar Pinto (PSDB), também não sabia ao certo se teria como dizer ao presidente Lula pontos que considera fundamentais na reforma tributária. Mas o discurso reivindicatório, garantiu, está pronto.

Ontem, alguns governadores não demonstraram apenas preocupação com o tempo da reunião com Lula. Alguns se queixaram da desorganização do Planalto. Contaram que a formalização do convite aos Estados chegou apenas no meio da tarde. "Estávamos tendo que pegar detalhes da reunião, como o horário exato, com a imprensa, porque o convite oficial até agora não chegou às mãos do governador", confidenciou o auxiliar de um deles. A discussão sobre a reforma tributária é polêmica, e não une os estados.

Para a maioria dos governadores, o único ponto comum é o desejo de ter uma fatia maior no bolo dos recursos. Outro tópico é o fim da guerra fiscal que todos defendem, mas ninguém pratica. Durante a semana, os que participaram da reunião de cúpula do Mercosul deixaram claro que querem mudanças nas formas de compensação da isenção de impostos para exportação de produtos primários e semi-elaborados (Lei Kandir) e na distribuição do ICMS. Também querem mudanças na legislação para que as contribuições sejam divididas com os Estados.

A reforma política, por outro lado, não divide tanto os governadores. Quase todos defendem o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária. A maior divergência está na votação por listas, até porque quase ninguém sabe direito como funcionará. (das agências)

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