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Política

Tarso admite hipótese de Planalto interferir


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20/01/2007 01:26


O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse ontem que o governo não vai interferir na disputa pelo comando da Câmara, mas ressaltou que se houver risco de uma vitória da oposição, há disposição de conversar com os partidos aliados que lançaram Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) na briga pelo comando da Câmara. "Vamos procurar avaliar se essa terceira candidatura pode colocar em risco as candidaturas da base. Se houver risco, vamos comunicar aos partidos para ver se querem tomar posição, mas não é o governo que vai tomar posição", afirmou, em uma referência ao novo candidato à presidência da Casa, o tucano Gustavo Fruet (PR).

Tarso disse não acreditar em um possível acordo que estaria sendo articulado para unir o PCdoB e o PSB com o PSDB no segundo turno em torno das candidaturas de Aldo e Fruet - já que a tendência é que um dos candidatos dispute o segundo turno com Chinaglia. "Se ocorrer segundo turno, a base aliada vai estar junta", disse o ministro.

Apesar do racha na base aliada e do acordo velado entre tucanos e partidos que apóiam o presidente Lula para derrotar Chinaglia, Tarso disse acreditar que a coalizão política não sairá abalada no fim do processo eleitoral na Câmara.
No entanto, o ministro reconheceu que o governo gostaria de ter um único candidato da base aliada na disputa, mas disse que as candidaturas de Aldo e Chinaglia "não diluem em nenhuma hipótese a coalizão".

O ministro disse não acreditar em "espírito de vingança" da base em relação a projetos do governo com o racha na disputa pelo comando da Câmara. "Duvido que um espírito de vingança desse tipo vá permear a base (...) Não há nenhum risco de instabilidade na relação do governo com os partidos", afirmou.
Tarso disse que o governo não autorizou Aldo nem Chinaglia a negociar cargos nos bastidores, ou mesmo promessas de campanha. (da Folhapress)

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