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DEBATE NA TV

Chinaglia teme acordo de adversários

Petista propôs, ontem, uma mudança no formato do debate que reunirá os três candidatos à presidência da Câmara dos Deputados. Arlindo Chinaglia quer evitar se tornar alvo dos adversários, Aldo Rebelo e Gustavo Fruet, que teriam feito um acordo de cavalheiros


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20/01/2007 01:26

ARLINDO CHINAGLIA, bem-humorado, aproveitou tempo livre na Câmara para cortar o cabelo (Foto: José Cruz/ABr)
ARLINDO CHINAGLIA, bem-humorado, aproveitou tempo livre na Câmara para cortar o cabelo (Foto: José Cruz/ABr)

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidato à presidência da Câmara, propôs ontem um formato diferenciado para o debate a ser transmitido pela TV Câmara entre os três candidatos que disputam o comando da Casa Legislativa. Chinaglia sugeriu que, ao invés de os três candidatos debateram simultaneamente, o debate seria dividido em blocos de um contra um: Aldo Rebelo (PC do B-SP) x Chinaglia, Chinaglia x Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Aldo x Fruet.

Aldo e Fruet, porém, rejeitaram a proposta do adversário. Para Fruet, a sugestão de Chinaglia "é uma maneira de fugir do debate". O tucano disse que só "em último caso" poderá concordar com a proposta do candidato petista. Aldo, por meio de assessores, limitou-se a dizer que já havia acertado com Fruet e Chinaglia o modelo do debate e não achava conveniente mudá-lo.

Chinaglia negou que sua proposta tenha como objetivo evitar que fique isolado contra Aldo e Fruet - uma vez que os dois candidatos articulam nos bastidores uma aliança informal no segundo turno para derrotar o petista. "Não há o que temer. Serão debates respeitosos, mas quero assistir ao debate entre Aldo e Fruet. Se eles não concordarem, eu vou querer saber o porquê", afirmou.

Segundo Chinaglia, o formato diferente também permitiria um maior aprofundamento dos temas em discussão. "Isso proporciona um melhor debate, sem haver perda do time no momento de uma resposta", disse.

Chinaglia se reuniu na manhã de ontem com Aldo na residência oficial do presidente da Câmara para discutir as regras do debate. Os dois candidatos decidiram, no entanto, delegar esta tarefa para assessores e ainda não chegaram a um consenso sobre a data do debate.

Aldo se reunira com Fruet na quinta-feira para também discutir as regras do debate, uma vez que o candidato tucano viajou para São Paulo. O presidente da Câmara passou o dia em sua residência oficial fazendo contatos por telefone em busca de apoio para sua candidatura.

Já Chinaglia decidiu aparecer no Congresso na tarde de ontem para reuniões com assessores, mas aproveitou para cortar o cabelo em uma das barbearias do Senado Federal.

Chinaglia evitou fazer avaliações sobre um eventual segundo turno e disse não acreditar na hipótese de uma aliança entre Fruet e Rebelo. "Não creio que alguém entre numa disputa visando a abrir mão dela. Eles trabalham para ganhar as eleições Admitir isso (aliança dos concorrentes no segundo turno) seria dizer que sou o candidato mais forte", afirmou. "Há muita especulação. Há muita gente acreditando em Papai Noel. Estou trabalhando para ganhar no primeiro turno", disse.

Fruet, que entrou na disputa nesta semana, disse que apenas em caso "extremo" concordaria com a sugestão do candidato petista. "Sugiro que o primeiro debate seja entre nós dois", declarou Fruet, provocando Chinaglia. (das agências)

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