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Não há caixa para unificar pagamento de servidores, diz Cid

O governador Cid Gomes disse ontem que não há fluxo de caixa para pagar todos os servidores públicos em um único dia, como querem entidades de classe ligadas ao funcionalismo

Daniel Sampaio
da Redação

20 Jan 2007 - 01h26min

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CID, na posse do presidente do Conselho de Educação, Edgar Linhares (Foto: Talita Rocha/Especial para O POVO)
Não há fluxo de caixa para pagar todos os servidores públicos em um único dia. Essa foi a resposta dada pelo governador Cid Gomes (PSB) às críticas de entidades de classe ligadas ao funcionalismo público que criticaram na última quinta-feira - dia em que foi anunciado o novo calendário - o pagamento dos servidores públicos em quatro dias, em vez de apenas um. No entanto, o governador prometeu trabalhar para unificar o pagamento "no futuro".

"Qualquer crítica recebo com muito respeito, mas o Estado tem um caixa que infelizmente não é assim tão tranqüilo. A gente tem que ter a preocupação de que o desembolso seja feito à medida que tenha reserva lá. Não temos um cheque especial para ficar devendo ao banco e poder antecipar", declarou ontem o governador, durante a posse do presidente do Conselho de Educação, Edgar Linhares.

Cid explicou que a pulverização dos dias de pagamento do funcionalismo ocorre historicamente por conta das filas criadas nos bancos. "Com o avanço da tecnologia bancária, hoje, realmente por questões operacionais não teria dificuldade, mas persiste a dificuldade de caixa", reforçou.

O governador preferiu não garantir a implantação do dia único de pagamento para 2008. "Quem se dá prazo fica escravo da sua fala e eu não gosto que os outros sejam escravos e não quero me tornar escravo também. Aceito a crítica e vamos trabalhar para que o Estado possa ter efetivamente um fluxo de caixa para, no futuro, quem sabe em breve, ter isso (o pagamento) em um dia único", afirmou.

As críticas vieram do Sindicato do Serviço Público Estadual (Mova-se) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sindiute) no mesmo dia em que os secretários da Fazenda, Mauro Filho, e de Planejamento e Gestão, Silvana Parente, anunciaram o novo calendário de pagamento. Ainda na manhã da quinta-feira, os dois acompanharam Cid na viagem a Brasília, para reunião com membros do Banco Mundial.

O governador contou ontem que o objetivo da visita foi realizar uma "revista em toda a relação financeira que o banco tem com o Ceará". As negociações de dois novos projetos, que somam US$ 71 milhões, avançaram com a reunião, segundo o governador.

Cid explicou que um deles, no valor de US$ 60 milhões, contando com a contrapartida do Estado, será para o desenvolvimento urbano de cidades do Interior. O outro, com US$ 5 milhões do banco e outros US$ 6 milhões de contrapartida do Estado, vai criar laboratórios de estudos do semi-árido. "Esses dois estão em tramitação e ontem a gente pôde avançar bem no sentido que comece a haver desembolso", afirmou.

Também foi discutida a formulação de uma nova fase para a operação Swap. "Estamos em fase ainda embrionária, não há nenhuma formalização ainda", disse. Ele explicou que a nova formatação aliaria crescimento econômico com distribuição, seguindo "a estratégia do presidente Lula".

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