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Política

GANGORRA

Dia de derrotas e vitórias

Denise Madueño
da Agência Estado

No mesmo dia em que viu o PSDB largar sua candidatura, Arlindo Chinaglia (PT) recebeu o apoio de PTB e PP para sua candidatura à presidência da Câmara


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18/01/2007 02:10

ARLINDO Chinaglia em dia de altos e baixos: PSDB retirou apoio e PTB e PP aderiram (Foto: Roberto Jayme/AE)
ARLINDO Chinaglia em dia de altos e baixos: PSDB retirou apoio e PTB e PP aderiram (Foto: Roberto Jayme/AE)

O candidato a presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) começou o dia de ontem contando baixas na campanha, depois que o PSDB o avisou que a bancada tucana vai retirar o apoio à candidatura para fechar com o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), o terceiro nome lançado na disputa. Depois de contabilizar prejuízos, Chinaglia terminou o dia fechando o arco de adesões oficiais dos partidos que foram envolvidos no escândalo do "mensalão". Ontem, o PP e o PTB juntaram-se ao PT, ao PL e ao PMDB no trabalho para o eleger.

Pela contabilidade dos aliados do líder do governo, a entrada de Fruet na contenda não resultará em alteração significativa dos votos do petista. Num encontro pela manhã, coordenadores da candidatura de Chinaglia avaliaram que ele perderá em torno de 15 votos na bancada do PSDB. Eles contabilizavam 35 votos tucanos e esperam agora 20.

O grupo que articula a campanha do candidato petista avalia que a candidatura do deputado do PSDB não é alternativa viável para o processo de sucessão porque ele não tem trânsito com o baixo clero nem é de sigla da base aliada condições que o ex-deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) reunia quando venceu a competição pela presidência da Câmara em 2005, derrotando os deputados Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e Virgílio Guimarães (PT-MG).

Já os apoiadores do presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), comemoram a entrada do tucano no páreo. No entendimento dos coordenadores da campanha de Rebelo, o candidato do PT teve um revés importante e dificilmente esse prejuízo será recuperado. A esperança é que Fruet force um segundo turno entre Aldo e Chinaglia, quando apostam que os votos do tucano irão para o atual presidente. Aliado do presidente da Casa, o líder do PFL, deputado Rodrigo Maia (RJ), reafirmou o apoio da agremiação a ele, mesmo com a entrada de um candidato da oposição na disputa.

Sobre as novas adesões obtidas ontem por Chinaglia, o candidato do PCdoB à reeleição à frente da Câmara procurou minimizar as novas alianças. "Isso confirma que Arlindo Chinaglia tem votos nos dois partidos e que eu também tenho voto nas duas bancadas, e demonstra que a eleição será decidida no dia 1.º de fevereiro", disse Aldo.

No PTB, Chinaglia obteve 19 votos contra 3 para o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), candidato à reeleição. Houve ainda um voto em branco e uma ausência na votação. O placar tão favorável ao candidato do PT de São Paulo a presidente da Câmara não foi registrado no PP. Entre os 41 deputados que formarão a bancada no dia da eleição, 22 votaram em Chinaglia, considerando sete declarações de voto que foram enviadas por escrito. Rebelo teve 9 votos, Fruet, 2 e houve um voto em branco.

O marcador no PP surpreendeu aliados de Chinaglia, que consideravam que ele teria mais votos, e animou apoiadores do presidente da Câmara. "O resultado foi bom. Eles diziam que tinham 35 votos. Botamos água no chope deles", afirmou o deputado Ciro Nogueira (PP-PI), um dos coordenadores da campanha de Aldo. Já Chinaglia festejou. "O fato principal de hoje (ontem) é o apoio de duas bancadas grandes", disse o candidato do PT de São Paulo a presidente da Casa. "Eu quero comemorar", disse.

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