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Terceira via sela aliança com Aldo

A estratégia do chamado "Grupo dos 30" é lançar um terceiro candidato para forçar o segundo turno entre Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP)


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15/01/2007 01:17

FRUET pode se lançar candidato à presidência da Câmara amanhã: estratégia pró-Aldo (Banco de dados)
FRUET pode se lançar candidato à presidência da Câmara amanhã: estratégia pró-Aldo (Banco de dados)

O "Grupo dos 30" e o PFL apostam no lançamento de um terceiro nome para forçar um segundo turno na eleição para presidente da Câmara e reverter o favoritismo de Arlindo Chinaglia (PT-SP) na disputa com Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Amanhã, os deputados independentes ligados ao "Grupo dos 30" pretendem escolher o nome desse terceiro candidato. O favorito é o tucano Gustavo Fruet (PR).

A estratégia da terceira via, que conta com a simpatia do PFL, é forçar o segundo turno para tentar eleger Aldo e derrotar Chinaglia, batizado pelos independentes de candidato do ex-ministro José Dirceu. Nesse fim de semana, o grupo independente começou a ganhar a adesão de tucanos descontentes com o anúncio de que o PSDB iria apoiar a candidatura de Chinaglia.

Alguns desses deputados, como Paulo Renato Souza e José Aníbal, podem participar da reunião da terceira via de amanhã. Eles estimam que entre 15 e 20 tucanos devem formar uma dissidência caso o partido insista no apoio ao petista.
Gustavo Fruet aceita analisar a possibilidade de sair candidato, desde que não seja no papel de anticandidato nem numa atitude de confronto com seu partido. "Uma terceira candidatura pode ser importante, principalmente para tentar montar uma pauta que discuta a recuperação da imagem da Câmara", afirmou.

A estratégia também foi acertada com o próprio Aldo, que está acompanhando as articulações. Aliados do presidente da Câmara avaliam que esse pacto ficou implícito desde que Chinaglia tentou desqualificar uma terceira candidatura.
O PFL preferia que a terceira via apoiasse desde já Aldo Rebelo, mas avalia que um terceiro nome pode ajudar o atual presidente da Câmara. "O Aldo pode se aproximar desse grupo e conquistá-lo no segundo turno", disse o deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA).

O pefelista ainda aposta numa mudança no posicionamento oficial dos tucanos em relação à disputa pelo comando da Câmara. "O PSDB, que tem a ambição de eleger o próximo presidente do país, não pode fazer acordos em troca de migalhas do governo."

O racha no PSDB fez com que o presidente da legenda, senador Tasso Jereissati, reagisse. O tucano disse que convocará a Executiva do partido para rever a posição da bancada. Tasso endossou as críticas feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de que a opção pelo petista foi "precipitada", por entender que a mesma teria sido movida por interesses alheios à postura do PSDB no Congresso. "A decisão anunciada de apoio à candidatura de Chinaglia não reflete o sentimento geral do partido", argumenta o senador. A reunião está marcada para esta semana.

Já o deputado licenciado Custódio Mattos (PSDB), que assumirá o cargo na votação do presidente da Câmara, discorda de Tasso e FHC. Segundo ele, a decisão do líder Jutahy leva em conta, sobretudo, a proporcionalidade dos partidos. "Se não respeitamos a proporcionalidade, não teremos vida parlamentar, não teremos ninguém na Mesa nem nas comissões".

Custódio nega a existência de interesses estaduais na decisão da bancada. No caso específico de Minas, diz que o governador Aécio Neves "com 90% de apoio na Assembléia", em hipótese nenhum precisaria relacionar seu mandato à posição do partido na Câmara dos Deputados. (das agências)

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