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antes do debate começar, Alckmin e Lula cumprimentaram os eleitores indecisos que comandaram as perguntas(Foto: WILTON JR/AE)
antes do debate começar, Alckmin e Lula cumprimentaram os eleitores indecisos que comandaram as perguntas(Foto: WILTON JR/AE)
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Geraldo Alckmin (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizaram ontem, na Rede Globo, mais um debate tenso. Temas como o “dossiê petista” e a trágica situação da segurança pública de São Paulo foram usadas como argumentos para ataques

28/10/2006 01:17

No último debate antes das eleições, na Rede Globo, os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) mantiveram o tom alto nas perguntas e respostas. Ao invés de uma discussão mais propositiva, anunciada por aliados de ambos os lados, o petista e o tucano estiveram a todo momento criticando as gestões um do outro.

Num dos momentos mais tensos, Alckmin disse que os escândalos de corrupção do governo Lula não param e que não é possível o País continuar do jeito que está. "Não apuraram nada. nem o dinheiro do dossiê tem explicação. Os primeiros casos (de corrupção) ocorreram no Palácio do Planalto, não é possível que ele (Lula) não soubesse de nada", disse Alckmin.

Ao que Lula rebateu: "Alckmin tem uma técnica de psicodrama para falar de coisas que não sabe e sai chutando. Falar para Alckmin é fácil, mas você (o eleitor) sabe que ninguém fez mais investigações que nós. A Polícia Federal nunca agiu como agora", disse o presidente.

Respondendo a uma platéia, segundo a Globo, formada por indecisos selecionados pelo Ibope, os dois adversários falaram sobre programas em educação nos vários níveis e mais uma vez trocaram farpas. "Fizemos quatro universidades federais, 48 extensões universitárias, 32 escolas técnicas", disse Lula, seguido do ataque tucano: "Essas universidades foram criadas nas vésperas da eleição, algumas já existiam, o fato é que não avançamos", disse Alckmin.

Dentre as poucas propostas apresentadas, Geraldo Alckmin defendeu uma redução dos encargos tributários sobre a folha de pagamento dos trabalhadores, como incentivo à criação de novos postos de trabalho. Já Lula, falando do tema da segurança, defendeu uma força-tarefa entre as várias esferas públicas para combater a violência.

Alckmin questionou várias vezes o percentual de crescimento do Brasil em relação a outros países da América Latina. "Não é possível o Brasil crescer menos que o Paraguai, que a Bolívia. O País está perdendo oportunidades", provocou. O candidato Lula disse que a economia do País foi solidificada e o Brasil está crescendo. Como exemplo, o petista citou a construção civil que estava, segundo disse, "parada" e voltou a se recuperar em seu governo.

Fortaleza entrou no debate quando, em resposta ao eleitor cearense Alan Brito Girão, o candidato Alckmin acusou Lula de ter retomado as obras do metrô da Capital e de Recife às vésperas das eleições apenas para tirar proveito do momento. Lula disse que teve de parar as obras porque quando recebeu o governo havia R$ 24 milhões a menos do que o previsto no orçamento.

No último dos quatro blocos do programa, Alckmin tentou perguntar a Lula sobre seus projetos de educação e saúde, mas foi interrompido com o fim do tempo. "Não existe um programa social neste País que não tenha apoio ou seja financiado pelo governo federal. Estamos fazendo aquilo que poderia ser feito há 30, 40 anos e não foi feito. As pessoas sentem que já há uma melhora substancial na qualidade de vida", declarou Lula.

O petista perguntou a Alckmin sobre a segurança em São Paulo e pediu que ele falasse de onde vem o dinheiro para os programas sociais do Estado. O tucano respondeu com um ataque: "Pensei que você falar de onde veio o dinheiro para a compra do dossiê". Em sua réplica Lula disse: "Quanto ao dinheiro (do dossiê), todo mundo sabe que uma secretária geral do PSDB de uma cidade foi quem pediu para o padeiro mentir para a Polícia Federal. Você sabe que só você ganhou com este dossiê", rebateu.

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