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MEIO ARTÍSTICO
Fagner reage a críticas de Wagner Tiso e Paulo Betti

26/08/2006 17:26

A posição do músico Wagner Tiso e do ator Paulo Betti em encontro recente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desprezando a defesa da ética para renovar o apoio à reeleição, provocou forte reação na classe artística. O compositor Raimundo Fagner e o autor de novelas da "Rede Globo", Aguinaldo Silva, concordam que ambos foram infelizes nas declarações, mas o músico foi mais veemente, ao saber que foi acusado por Tiso de ter recebido concessões de rádio e dinheiro por apoiar o PSDB durante os anos 90.

Tiso e Betti haviam dito que as irregularidades praticadas no governo Lula devem ser toleradas, alegando que fazem parte da política. "O Lula não tem um nome de peso para defendê-lo e coloca o pobre do Wagner para fazê-lo", reagiu Fagner. "Faço política desde sempre, mas nunca fui patrocinado por estatais ou bancos. Meu patrocinador é o povo."

O músico explicou que tem uma emissora de rádio deficitária em Orós (CE), sua cidade natal, e um projeto social com 400 crianças, premiado pela Unicef e pelo Criança Esperança, da Rede Globo. "O que o Wagner Tiso faz na terra dele? Ele é um novato em política e, mal entrou no ônibus e já quer ir na janela." Ele declarou voto na candidata Heloísa Helena (PSol). Sobre Lula, Fagner diz que há mérito em "tirar a sujeira do tapete", mas alfinetou: sua preocupação social é importante, mas ele está criando uma ditadura de esquerda."

Silva também foi contundente. "Se eles não estão nem aí para a ética, o País vira um pântano, pois a ética é o pilar de tudo", disse. "Se Betti acredita que para fazer política é preciso sujar as mãos, quando um artista se mete no assunto, se suja e ainda diz besteira." Ele diz que não votará neste ano. "Tenho 63 anos sempre me decepcionei com os candidatos que elegi. Por isso, vou radicalizar", completa. Após a repercussão, Tiso e Betti alegaram que foram mal interpretados e suas palavras foram usadas fora do contexto.


 

 

 

 

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