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AFFAIR
O amor de Bruni e Sarkozy
O romance explodiu como fogos de artifícios, esquentando as manchetes do inverno europeu e irradiando curiosas reticências novelescas mundo afora... A ex-top model e cantora ítalo-francesa Carla Bruni é o novo par do presidente da França Nicolas Sarkozy, como revelaram os flagras do casal em plena Eurodisney, dia 15 último, e confirmado por ela em entrevista na última edição da Paris Match, que chegou às bancas dia 20
22 Dez 2007 - 14h56min
A bela Carla Bruni, cuja fama atual como cantora e compositora na Europa só perde para o reconhecimento como personalidade inteligente, que já namorou outros famosos, brilhou alto no mundo da moda, é ainda munição sediciosa para magnetizar atenções nos bastidores desse affair para lá de midiático com o charmoso, controverso e recém divorciado Sarkozy. Chamada nas manchetes como a nova "dama do coração do presidente", Bruni, que é praticamente desconhecida no Brasil, ganha renovadas saudações à já imponente biografia, enquanto alonga a atraente e pitoresca magnitude.
O penetrante e misterioso olhar azul, sob a pele imaculadamente alva guarda ainda aos 39 anos a elegante harmonia dos traços, juntos à aura de frieza que fizeram de Bruni uma das supermodelos mais famosas, junto a Linda Evangelista e Claudia Schiffer, que entre 1987 e 1998 ganhava cerca de US$ 7,5 milhões por temporada. A vida recheada de peculiares holofotes, sobretudo astuta intimidade, contrasta com voz rouca e composições acalentantes que resultaram nos álbuns de sucesso que gravou. Em 2003, lançou Quelqu'un m'a dit, cantado em francês, que vendeu 2 milhões de cópias vendidas na França e exterior, tendo até a canção tema na trilha da novela Belíssima. Seguido em 2006 pelo disco No promises, em inglês, no qual musica poemas de Yeats, Auden e Dickinson.
Biografia
Carla, que nasceu na Itália, sob a riqueza da família ligada à fábrica de pneus e petrolífera, é filha do industrial e compositor clássico Alberto Bruni Tedeschi e da concertista de piano Marysa Borini, partiu em exílio a França junto aos pais e irmãos, em 1973, fugindo do terrorismo das Brigadas Vermelhas. Ela estudou na Sorbonne e na Suíça, e ao surgir nas passarelas e filmes de moda como Abrindo o Zíper, Prêt-à-Porter, Catwalk e Paparazzi até os tempos das melodiosas composições, La Bruni agitou solicitudes e muitos insignes corações antes de unir-se a Sarkô, como Sarkozy é chamado pelos íntimos. Manteve um longo caso com Mick Jagger nos tempos de Jerry Hall, namorou Eric Clapton, Donald Trump e atores como Kevin Costner e o galã francês Vincent Perez.
Arrebatadora, os anteriores affairs de Bruni ao envolvimento com Sarkô dão mostras de como o romance pode explodir. Ela que já ficou com o editor Jean-Paul Enthoven, acabou se relacionando com o filho dele, Raphaël Enthoven, que a inspirou em canção e com ele teve o filho Aurelien, hoje com seis anos. Do enlace, resvalou a imagem de "mulher bela e biônica com olhar que mata e rosto imóvel, como esculpido em cera", como lhe identificam na descrição dada à personagem Paula em Nada grave (2004), livro escrito por Justine Lévy, ex-mulher de Raphaël e filha do filósofo Bernard-Henri Lévy, coincidentemente um grande inimigo de Sarkozy.
Apesar dos festejos glamurosas pela união Bruni-Sarkozy, o romance também já reserva polêmicas. Bruni já dera entrevista em que afirmava sua preferência pela candidata oponente a Sarkozy nas eleições presidenciais da França em maio passado, dizendo até que "nunca votarei na direita", assim como, pela tradição esquerdista dela e de sua família, é contrária às questões que também envolvem seu passado e se opõem aos preceitos contra imigrações do governo francês de direita, que "seu" Sarkô representa. Nicolas, também eleito esse ano pela Vanity Fair como uma das personalidades mais bem-vestidas do mundo eleito, às vésperas de completar 56 anos em janeiro, é sempre alvo de repercussões na imprensa, tanto pela força de seus discursos e pensamentos políticos, como pelas vazões da vida privada.
Divorciado desde 19 de outubro de Cécilia, com quem viveu por 11 anos e tem o filho Louis, Sarkozy sofreu ao tentar esconder a crise contínua no casamento, que teve até toadas de traição da ex. Agora, ao lado da beleza de Bruni, ganha mais status como conquistador, mas também fica à sombra da dama de ferro que Carla aparenta ser entre suas sedutoras controverses charmants, pode dar luz a mais fofocas. A colunista Hildegard Angel revela no Jornal do Brasil, que o pai de Bruni no leito de morte revelou à filha que a mãe dela teve uma paixão aos 20 anos com um brasileiro e, na realidade foi desse arrebatamento amoroso, que Carla nasceu. Ela veio até aqui e descobriu encantada que ele está vivo, é casado e lhe deu mais duas irmãs!
Ou seja, os meandros do affair Carla Bruni e Nicolas Sarkozy ainda devem valer muitas palpitações aos pombinhos de fim de ano e aos gaviões de plantão!
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