08/09/2008 02:16
O primeiro contato com a assessoria do ministro Tarso Genro, por telefone, não foi animadora. A assessoria dele sugeriu que encaminhássemos as perguntas por e-mail, quando lhe foi sugerido que oferecessem um tempo da agenda dele em Fortaleza, cidade que visitaria, para entrevista que seria publicada como "Páginas Azuis".
A segunda tentativa já teve como aliada a jornalista Daniella Cronemberger, ex-repórter e -ex-editora do O POVO, hoje na assessoria do Ministério. Ela, que conhece o projeto das "Azuis", explicou às novas colegas o que representa, a força editorial que tem e o conceito, jornalístico e político, que embute.
A entrevista, então, ficou acertada para 17h do dia em que Tarso estaria em Fortaleza, uma sexta-feira, dia 29 de agosto. Na hora aprazada estávamos lá, eu e o fotógrafo Natinho Rodrigues. Conosco, uma repórter de TV e um candidato a vereador: a primeira para entrevistá-lo e o segundo para gravar depoimento de campanha.
A comitiva do ministro chegou ao hotel em que ele se hospedara com atraso de, aproximadamente, uma hora. A justificativa principal, que aceitamos, veio do trânsito infernal de Fortaleza. Já infernal cotidianamente pela hora do rush e ainda mais infernal naquele dia por ser o da procissão de Nossa Senhora da Saúde.
O tempo de uma hora oferecido para a entrevista foi cortado à metade no apelo feito pelo ministro, àquela altura já cansado da longa agenda cumprida e dos compromissos que ainda teria a cumprir, em ações de apoio à candidatura de Luizianne Lins. Na prática, pra piorar, se transformariam em, apenas, 20 minutos.
Tarso recusou-se a responder uma questão - sobre um suposto sucateamento da Marinha -, alegando que estava na área de atribuição do colega Nelson Jobim, da Defesa. Após encerrar a entrevista, no terceiro apelo pela última pergunta, o ministro prometeu uma conversa mais calma numa próxima oportunidade. Fiz de conta que acreditei.
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