Guálter George
da Redação
A professora Irlys Barreira pesquisou a participação de mulheres em campanhas eleitorais, em Fortaleza, no Brasil e, até, no exterior. Descobriu, entre outras coisas, que uma derrota parece ter sempre um efeito coletivo
09/06/2008 00:19

A produção científica dela impressiona, o que justifica a condição atual de pesquisadora no nível mais graduado do CNPq. O produto de um dos seus trabalhos recentes de apuração será conhecido no próximo dia 11, com o lançamento do livro Imagens Ritualizadas - apresentação de mulheres em cenários eleitorais, que faz uma análise aprofundada dos discursos relacionados à presença da mulher na política.
Uma hora de conversa com a professora Irlys Barreira, na tarde da última quinta-feira, na redação do O POVO, levou à descoberta de que existem, já, pelo menos mais três pesquisas simultaneamente encaminhadas para breve. Como é comum à farta produção científica que assina, política e cidades, não necessariamente nessa ordem, são os temas dos trabalhos hoje em andamento e em fases diferentes de produção.
Na conversa com a socióloga, descobre-se que há um discurso recorrente permeando as mulheres que enfrentam campanhas políticas como candidatas, sejam eles de esquerda, direita ou centro. O que vale para o Ceará, inclusive, é aplicável também ao México, país também alcançado na pesquisa que está sendo transformada em livro. Uma discussão apropriada ao momento político eleitoral de Fortaleza, já que duas mulheres aparecem entre as pré-candidaturas consideradas fortes para disputa de 2008 pela prefeitura.
As situações de Luizianne Lins e Patrícia Sabóia acabam sendo discutidas ao longo da entrevista, apesar de a professora Irlys Barreira fazer questão de dizer, todo o tempo, que seu interesse é científico e que as análises evitam entrar no mérito das “formulações políticas”, ou seja, desconsideram suas eventuais “opções pessoais”. Confira:
O POVO - Como analisar o papel histórico desempenhado pela mulher dentro do processo político? Hoje, qual é ele?
Irlys Barreira - Diria que, numericamente, podemos perceber um crescimento da mulher no cenário público, na política, nas profissões, enfim, em vários lugares nos quais o percentual era antes, digamos assim, muito restrito. Minha pesquisa se voltou menos para o aspecto numérico, quantitativo, e mais para a perspectiva do significado dessa presença. O significado simbólico, de como essas mulheres fazem, ao entrarem na política, para se fazerem acreditadas. Como elas aparecem nos discursos, como se credibilizam para, digamos assim, chegar lá, que tipo de capital político e simbólico utilizam. Dou exemplos: percebi que muitas mulheres, em campanha, tinham uma trajetória de militantes, enquanto outras, sem esta militância, se preocupavam em dizer que não eram candidatas porque eram casadas com político tal, ou que estavam ali representando facção política, optando pelo discurso da autonomia, de que estavam ali por autonomia. Diria, então, que a busca de se apresentar com autonomia foi um dos elementos fundamentais dessa busca por credibilidade. Elas tinham que parecer ou sendo mulheres vindas de movimentos, que as credibilizavam para serem representantes políticas, ou eram alguém construídas, digamos assim, com força própria. Isso foi muito presente.
OP - É a realidade de hoje, inclusive?
Irlys - Acho que isso ainda permanece. Uma candidata, pra ser candidata, ainda precisa provar que pode sê-lo. Até a pesquisa que fiz no México mostra, de certa forma, isso, a idéia de que sou mulher, mas.. Havia quase que uma justificativa e cada vez que uma candidata não é bem sucedida no seu mandato, ou recebe muitas críticas, parece que ela descredibiliza as demais.
OP - Há o peso do gênero.
Irlys - Há. Então, parece que as mulheres precisam dar certo e, isso, não atribuo a nada relativo à genética. Atribuo à idéia, vamos dizer assim, de alguém que é estreante no cenário político, o que cria a necessidade dessa credibilidade, desse passaporte.
OP - Do ponto de vista do discurso, o retrato que a senhora desenha diz respeito à mulher na política em geral, independente de ideologia, partido ou trajetória?
Irlys - Fiquei procurando, nas minhas pesquisas, algumas características gerais, algumas estruturas discursivas recorrentes, independente da cor partidária. Encontrei algumas características gerais, muitas vezes, positivando o lugar da mulher, ressaltando que as mulheres são mais honestas, são mais competentes, mais aptas a determinadas ações. Sobretudo no processo brasileiro de redemocratização este discurso foi muito utilizado, ou seja, a idéia de que como as mulheres não tinham um passado digno de críticas entrariam no processo como sendo uma espécie de redentora da nova política a ser construída. É uma coisa muito interessante, também, a associação entre a presença de mulheres e rupturas políticas. A Maria Luiza representava a idéia das mulheres contra os coronéis, que simbolizavam a ditadura, a força, enquanto ela era o sorriso, a abertura, a democracia, a diversidade, a capacidade de dialogar com as pessoas. Não discuto, ai, a personalidade, tampouco se isso corresponde ou não à realidade. Estou discutindo o simbolismo que tudo isso reforça. Somente a partir de quando as mulheres passarem a entrar na política com a mesma competitividade dos homens, começarem a ser tão presentes quanto eles, o discurso de gênero passará a não ter sentido.
OP - Uma mulher candidata a uma vaga proporcional carrega menos esse peso simbólico de ser mulher na política ou é algo semelhante à da disputa majoritária?
Irlys - Fiz uma pesquisa no Congresso Nacional. Fui a Brasília e entrevistei várias parlamentares, senadoras e deputadas, é um trabalho ainda inédito, que não faz parte do livro, e percebi que na biografia das mulheres sempre consta algo como primeira vereadora de tal lugar, primeira deputada de tal lugar, primeira mulher presidente da associação dos moradores do bairro tal. O primeiro discurso, o pioneiro, é usado como credibilidade política, a idéia da desbravadora de alguma coisa, há sempre o sentido da batalhadora. Da mulher que já carrega essa virtude porque, de alguma forma, deve ser comum ao seu lugar de origem essa perspectiva, digamos assim, da candidata, da representante política. Acontece uma coisa interessante, também, pelo modo como elas lidam com alguns estigmas. Um exemplo: não trabalhei a campanha da candidata Benedita da Silva, mas sei que ela se apresentava, em seu slogan, como mulher, negra e favelada. Por que alguém utiliza o gênero assim, seja para lutar contra um estigma, seja para valorizá-lo? Muitas vezes o gênero aparece na capacidade, onde a mulher é apresentada como alguém que enfrenta mais os problemas. É como se a política aparece como algo negativo, dentro de uma sociedade como a nossa é assim, e a mulher, de algum modo, fosse consertá-la. Hoje, evidentemente, a sensação já não está tão forte porque há uma sucessão de mulheres relacionadas com a temática da corrupção e isso já não pega. Porém, há um discurso de gênero ainda presente na política.
OP - Nesse sentido, no que é que ajuda a cota de 30% de mulheres que os partidos são obrigados a apresentar nas disputas proporcionais?
Irlys - A política de cotas, não apenas para as mulheres como para as várias categorias sociais, acho, tem que ser exercida a curto prazo e mais impactante do que uma solução para o problema. Veja que, muitas vezes, os partidos abriram cotas e não conseguiram o número suficiente de mulheres. É complicado, sobretudo na área política, porque não se faz um político da noite para o dia. Político supõe uma trajetória, um processo e é evidente que a sociedade precisa modificar um pouco seus valores, as próprias mulheres precisam fazê-lo, para que esse processo de entrada na política seja gradual. No entanto, vejo que algum efeito (a política de cotas) teve, por exemplo, acho que oportunizou algumas candidatas que certamente tinham outra situação, não se candidatariam a cargos políticos em outras circunstâncias. Por outro lado, criam-se distorções, como as candidaturas apenas para cumprir requisitos, ou as que vão funcionar como espécie de laranjas, que favorecem determinadas correntes partidárias, ou seja, não têm como objetivo assegurar uma participação mais eqüitativa dos gêneros e das categorias sociais.
OP - O discurso das mulheres, quando candidatas, valoriza a estética de maneira diferenciada?
Irlys - A estética é, às vezes, potencializada no sentido, também, de fazer dela um certo capital político. Fiz uma entrevista certa feita com a Heloisa Helena, na época candidata à prefeitura de Maceió, em Alagoas, e ela disse que tinha muitas discussões com os marqueteiros, os organizadores da campanha, porque ela andava com o cabelo amarrado, com uma blusa simples etc, No final, ela acabou criando um estilo. Ou seja, há mesmo uma produção estética e, muitas vezes, os valores femininos terminam sendo exacerbados. Tipo o exemplo de uma candidata que entrevistei no México, era uma atriz que usava da estética dos filmes, alguns deles eróticos, inclusive. Ela jogava com essa estética. De qualquer forma, a estética faz parte da estratégia de qualquer candidato, independente do gênero haverá o produtor para dizer a camisa que cada um deve usar, todo político quando entra na disputa sua estética também está em jogo. No caso da estética feminina, ela parece variar entre determinados padrões. Quando ela não é uma feminina clássica, há uma tendência de se criar um estilo, como foi o caso da Heloisa Helena. Quando, porém, é uma mulher que usa muito do seu padrão feminino, ela também pode usar esta característica como uma diferença. A rigor, o que não se pode esquecer é que num processo de competição entre candidatos há uma espécie de vale-tudo, onde todos os valores são explorados. O candidato, no momento em que se torna candidato, vira uma espécie de observador permanente e tudo passa a ser ritualizado. Está lá no jornal qual foi o café-da-manhã dele, o registro de que esteve presente no jogo tal, na inauguração de tal lugar, enfim, ele é um permanente objeto de olhar. Tudo, então, entra como referência e as pessoas vão usando de suas performances conforme o jogo simbólico. O momento das eleições é aquele em que as coisas parecem exacerbar e, nesse contexto, alguns valores também são realçados.
OP - Alguém pode, muitas vezes, até achar que uma candidata perdeu apenas porque era mulher?
Irys - Exato, alguém pode até achar que ela perdeu por isso. Ela vai fazer bem o seu papel, vai cumpri-lo bem. Vi, no Congresso Nacional, algo que vem de um tempo pra cá mais presente, da abertura política aos dias de hoje, um capital político construído na base da preocupação militante-sindical. Isso é novo. Muitas mulheres tiveram o processo de ascensão vindo por essa via...
OP - Via que, no passado, era normalmente ocupada pelos políticos homens?
Irys - Exatamente. Exploro muito nas minhas pesquisas as biografias, não as vidas das mulheres mas as biografias estratégicas. O modo como alguém começa a contar a sua história quando ela é candidata, quando determinados traços são realçados. Percebo algumas recorrências comuns. No que é que as pessoas vão buscar alguns traços de referência? Por exemplo: Patrícia Gomes vai buscar seus traços de referência, hoje, na militância antiga, numa herança ligada ao avô etc. Por que? Porque a idéia da construção de um capital político associado ao marido (na época, em 2000, Ciro Ferreira Gomes, de quem posteriormente viria a se separar), associado a essa condição tradicional, poderia, naquele momento, pesar negativamente. Hoje nem tanto, porque ela já tem uma outra trajetória. Mas ela precisou desconstruir a idéia de alguém....
OP - A senhora, inclusive, usou, ao mencioná-la, um sobrenome que, hoje, a senadora Patrícia Sabóia politicamente evita.
Irlys - Inclusive, você lembrou bem, a mudança do nome tem um sentido estratégico. Não é a simples mudança de um nome, mas a mudança de um capital político forte. Não entro no mérito dessas formulações, procuro muito, nas minhas pesquisas, fugir de posicionamentos partidários, mesmo que até possa ter minhas simpatias pessoais. A idéia é que uma candidata mulher precisa, exatamente pelo lugar que ocupa, instituir uma biografia independente.
OP - No caso da prefeita Luizianne Lins, para falarmos da segunda mulher apontada como pré-candidata em Fortaleza, a grande questão no que diz respeito ao estigma, se lembrarmos a campanha de 2004, são algumas menções comparativas à gestão Maria Luiza Fontenele. Exatamente pelo estigma do gênero. Para agora, qual seria a dificuldade de discurso que ela teria?
Irlys - Eu penso que, neste momento, para 2008, a comparação com Maria Luiza já não funcione porque a Luizianne tem sua própria gestão para ser avaliada. Até pode ser que alguém use, ressalte algo como ‘fez igual à outra prefeita’. O que acontece com a prefeita é que como ela usou muito, em campanha, o discurso da ruptura, da transparência, de opções por determinadas políticas sociais, acredito que a grande discussão agora será quanto à realização das promessas.
OP - A senhora também acompanha, através de suas pesquisas, os movimentos sociais. Vistos na perspectiva histórica, eles mudaram com a chegada ao poder de governos considerados progressistas, como o de Lula em nível federal e de Luizianne aqui em Fortaleza?
Irlys - Interessante é que quando os movimentos sociais eram atores políticos de transformações, tinham proposta para uma mudança na sociedade, eles pareciam mais vitalizados e com organicidade. O que acontece depois, nós discutimos muito isso na Academia, é que o movimento social mudou. Tem uma parte dele, ao longo da história, que é mais orgânico, é da militância, associado ou não a partidos, Uma outra parte, porém, é mais voltado para a ação direta, feito pelo segmento que invade, ocupa espaço. Ou seja, há uma forma mais organizada, que às vezes se manifesta através de associações, entidades, enquanto outra é mais visível na sociedade, mais contundente. Percebo hoje que o fato de a gente ter tantas políticas diversificadas, tantas formas de representação, faz com que os movimentos estejam, vamos dizer assim, mais escondidos e mais corporativos no seu objeto imediato. Hoje há o movimento sindical, o dos moradores, dos professores, cada um lutando pela sua causa. Isso, talvez, impediu um pouco o horizonte de pensar num projeto. Se você perguntar qual é o projeto de cidade que os movimentos sociais defendem eu não saberia responder. Há uma pulverização de reivindicações e isso, talvez, impede se pensar a idéia de um projeto de cidade visto de uma forma mais abrangente.
OP - Qual é a realidade de Fortaleza?
Irlys - Fortaleza, eu acho, é muito loteada por propriedades de todas as ordens. Não falo apenas do camelô, mas também do capital imobiliário, daquele espaço acolá que impede que as pessoas andem a pé. Não se consegue andar a pé nessa cidade, o que vai de encontro àquilo que vivencia em qualquer lugar do mundo. Há uma idéia de cidade que precisa ser construída, precisa ser projetada, acho que esse é um elemento pra ser pensado, e, penso, os movimentos sociais, devido á pulverização já mencionada, não estão muito antenados com esse processo. Exatamente porque ficaram muito voltados para seus interesses mais individualizados.
OP - A cidade enfrentou, recentemente, uma série de acontecimentos simultâneos que se pode atribuir à ação, organizada ou desorganizada, dos movimentos sociais: a preocupação de terreno no campus da UFC e a greve que paralisou o sistema de transportes coletivos, deixando Fortaleza sob o caos, foram os mais visíveis. O que isso tudo configura para a senhora, que é uma estudiosa dos movimentos sociais?
Irlys - A gente nunca pode pensar numa cidade inteiramente pacata, que não tenha seu elemento de ruptura, suas tensões. Penso, porém, que estamos acumulando uma série de problemas, na área urbana, na idéia de ocupação gradativa do espaço público. É preciso que se faça um planejamento de prevenção e de projeção, que seja de longo prazo, para enfrentar tensões estruturais e a cidade pede um plano que veja suas latências, suas potencialidades.
OP - Na América do Sul, hoje, temos dois países governados por mulheres: Argentina, com Cristina Kirchner, e Chile, com Michele Bacheret. O Brasil está preparado para também eleger uma mulher presidente da República?
Irlys - Já acho engraçada sua pergunta. O que acho é que o Brasil está preparado para ser governado por uma pessoa competente, seja mulher ou homem. O que acontece é que, muitas vezes, as mulheres criam armadilhas para elas próprias, na medida em que não pensam que o fato de ser política não precisa estar associado a uma condição de gênero. O bom político é o político competente, mulher ou homem, mas, evidentemente, as pessoas não entram nos seus papéis tirando o seu corpo. O que é certo é que a cobrança a uma mulher seria bem maior porque quando dá errado parece que ela desqualifica o gênero inteiro, leva todas as mulheres com ela. Há esse paradoxo.
OS PERFIS
Maria Luiza Fontenele foi prefeita de Fortaleza entre 1986 e 1989. Eleita, então, pelo Partido dos Trabalhadores, fez uma gestão atribulada, rompeu com o partido e hoje milita fora do quadro partidário, vinculada ao grupo Crítica Radical. Alega, até hoje, que grande parte dos problemas que enfrentou como prefeita se deveu a boicote que sofreu dos governos estadual - primeiro com Gonzaga Mota, depois com Tasso Jereissati - e federal, na época em que José Sarney era presidente da República.
Benedita da Silva nasceu na favela da Praia do Pinto e, durante 57 anos viveu no morro Chapéu Mangueira. Foi eleita vereadora no Rio de Janeiro, em 1982, e, deputada federal por dois mandatos consecutivos, nas eleições de 1986 e 1990. Em 1994 tornou-se a primeira senadora negra do Brasil e, quatro anos depois, foi vice-governadora de Anthony Garotinho. Toda sua trajetória política se deu no PT, onde permanece até hoje.
Heloisa Helena é ligada aos movimentos desde jovem, em Alagoas, mas entrou na disputa política apenas a partir de 1992, ano em que se elegeu vice-prefeita de Maceió, a capital do estado. Dois anos depois, em 1994, saiu vitoriosa de campanha à Assembléia Legislativa. Em 1998, elegeu-se senadora pelo PT, sigla com a qual romperia no início do governo Lula, participando da criação do PSol, pelo qual disputou a presidência da República em 2006, sendo derrota. É, atualmente, presidente da executiva nacional do partido.
Socorro França ocupa pela quarta vez, atualmente, o cargo de procuradora-geral de Justiça. Nas eleições municipais de 1996, então filiada ao PSDB, lançou-se à disputa pela prefeitura de Fortaleza, da qual saiu derrotada apesar do forte apoio recebido do entao governador Tasso Jereissati. A representante tucana obteve apenas a terceira colocação.
E-Mais
Irlys Barreira tem, ainda inédito, o resultado de entrevista com senadoras e deputadas federais para uma nova pesquisa sobre a mulher na política, em abordagem semelhante à do livro que está lançando agora.
A entrevista só pôde acontecer na tarde da última quinta-feira porque a professora cearense chegou apenas na madrugada da quarta de mais uma viagem à Europa. Lisboa, mais especificamente.
A capital portuguesa é objeto de estudo da sociológa, junto com Berlim, Lion e Fortaleza. Foco da pesquisa: o discurso com o qual cada uma destas cidades se apresenta através dos guias turísticos.
"Posso colocar no texto que a senhora é casada com o professor César Barreira?", indaga o entrevistador. "Pode", diz a entrevistada, adiantando, entre risos: "Só não sei se ele vai gostar de ser identificado assim".
SERVIÇO
Livro: "Imagens Ritualizadas - Apresentação de Mulheres em Cenários Eleitorais"
Lançamento: auditório do Centro Cultural Dragão do Mar
Dia: 11/6
Horário: 19h