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Julho, mês de férias

Padre Assis Rocha


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19/07/2008 00:12

Passamos da metade do mês de julho, tradicionalmente, tido como mês de férias. São muitas as promoções festivas, os passeios e recreações de todos os matizes e invenções, para tornar esse período mais agradável, sobretudo, para os estudantes.

“Férias” é uma palavra de origem latina (feria - feriae), que significa “dia festivo”. Para os antigos cristãos, todos os dias da semana eram “festivos”, pois em cada um deles se renovavam os louvores a Deus; sendo que o 1o dia, o Domingo, era o mais alegre ou o mais “festivo”, por se tratar do Dia do Senhor - o “dominus” em latim - a partir da Ressurreição de Cristo.

Depois desse 1o grande dia da semana, vinham os outros dias: a “Segunda féria” a “terceira féria”, a “Quarta féria” e assim por diante, como “dias festivos”, subseqüentes ao “Dia do Senhor”. A palavra férias, portanto, além de ter origem latina, é também de origem cristã, sempre significando “dia festivo” para a gente comunicar as glórias de Deus e viver a alegria de filhos do Senhor.

Somente a língua portuguesa conservou, para nomear os dias da semana, essa origem da língua mãe e do cristianismo: 2a feira, 3a feira, 4a feira... etc. As demais línguas, mesmo as filhas do latim, como o espanhol, o francês, o italiano, não seguiram essa nomenclatura. Preferiram a linguagem pagã, ou homenagear aos deuses pagãos, do Olimpo Grego, como a Lua, na 2a feira; Júpiter, na 5a; ou Vênus, na 6a , só para lembrar alguns. Até mesmo o Domingo é chamado Dia do Sol, como em Inglês - Sunday - fugindo assim, àquela origem cristã de que falávamos, e que a língua portuguesa tão bem conservou.

O fato é que todo mundo é doido por férias: operários, funcionários públicos e domésticos, professores e alunos, todos tiram férias. Têm seu merecido descanso ou seus “dias festivos” para repousarem e se refazerem do cansaço, adquirido no trabalho físico, mental, espiritual ou intelectual, vivido em qualquer atividade profissional. Hoje em dia, as férias, além de serem uma necessidade, são um direito. Quem tira férias tem obrigação de render mais e produzir muito mais, quando de seu retorno à atividade funcional. É uma chance especial de nos comunicarmos mais, com os de casa, com os de fora, com os amigos e até mesmo, com o próprio Deus. Ninguém se deve orgulhar por não tirar férias. Quem nunca sai de férias, vai cansando, desanimando, diminuindo a produtividade; apanha uma estafa e pode até morrer.

Quem toma férias, usa de um meio legítimo e necessário para recuperar-se, física e mentalmente, a fim de prosseguir com muito mais força, estímulo e coragem na vida. Quantas férias perdidas, meu Deus! Quanta incompreensão para o significado de lazer! Quanto mau uso se faz desse tempo, em diversões arriscadas, em recreações perigosas, que levam ao afogamento, à coma alcoólica, ao acidente automobilístico, ao insucesso causado por arma de fogo ou a qualquer outro tipo de tragédia!? Quantos professores e alunos voltarão às aulas - quer para ensinar, quer para aprender - com a mesma indisposição com que terminaram o semestre! É claro que a rotina vai continuar. Aproveitem o tempo que lhes resta. É precioso.

Padre Assis Rocha - Assessor de Comunicação da Diocese de Sobral


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