Themístocles de Castro e Silva
19/07/2008 00:12
Todos os jornais regisraram que o presidente Lula censurou as algemas no banquete Daniel Dantas.
"Para que humilhar uma pessoa, se ela se dispõe a prestar esclarecimentos e tem endereço fixo? Eu sou contra a exposição desnecessária", disse ele, cobrando "menos espetáculo" nas investigações.
Se todo figurão tivesse certeza de que seria algemado, naturalmente contaria até dez para participar de falcatruas. Se não gosta de vê-las nos pulsos dos corruptos, por que o presidente não as proíbe?
Não pode haver maior humilhaão do que o seqüestro de um embaixador. Dois no Brasil sofreram essa humilhação, e dos Estados Unidos e o da Suíça, e Lula nunca deu uma palavra de condenação a esse crime. Ao contrário, um dos autoes do seqüestro do embaixador americano é hoje um de seus auxiliares mais íntimos e prestigiados. Seu nome é Franklin Martins, chefe do setor de imprensa com o título de ministro. E mais: um dos beneficiários do seqüestro do embaixador foi seu querido amigo José Dirceu, que ele considerava "capitão do time" antes de ser demitido porque chefiou o escândalo do "mensalão".
Franklin Martins foi o autor do manifesto cuja publicação em rádio, jornal e televisão, foi permitida pelo governo como uma das exigências para salvar a vida do embaixador Elbrick. Essa iniciativa dos terroristas da época transformou-se numa espécie de "moda" nos dias atuais, como atuação de marginais apavorando a sociedade brasileira.
A reação do presidente não deixa de constituir uma vitória daqueles que fazem de seu governo "o mais corrupto da História", segundo expressão de um de seus ministros, o Sr. Mangabeira Unger. Com a certeza de que não serão algemados nem exibidos ao público, os corruptos tendem a aumentar suas atividades criminosas.
Com tanta coisa séria a merecer a atenção e as providências do governo, estranha-se que o presidente saia de seus cuidados para abordar mero problema policial.
Themístocles de Castro e Silva - Jornalista e Advogado