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Opinião

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Fala, cidadão


20 Jun 2008 - 00h19min

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A paz inquieta
Quem ama não mata! Alguns parlamentares em Brasília pronunciaram discursos sobre a morte de jovens numa “guerra civil” onde as drogas são molas motoras de lutas principalmente em nossas capitais.
Mahatma Gandhi ensinou a não-violência como disciplina da mente. Gandhi fez longos jejuns e não perdeu a paz.
Como explicar as explosões de violência no Rio de Janeiro, por exemplo? Com certeza o afastamento de Deus e da paz de espírito contribui para uma vida estressada, sem horizontes e sem expectativa de um mundo melhor.
Qual a saída? A saída é a espiritualização desta juventude ensinando e aprendendo com nossos jovens os princípios superiores que são Leis de Amor.
Não é fácil, mas é o reto caminho e o reto-agir. Sem isso, sem exemplos dos que se dizem religiosos ou idealistas aos jovens sempre estaremos sem paz. Ainda existem aqueles que preferem não agir e deixar tudo como está!
É um erro! É o verdadeiro agir ativo e amoroso que superará o comodismo e a indiferença. Pensando nos sentimentos dos irmãos é hora de agir. Mas no reto-agir! A não violência é ativa! Não é um não-agir.
A paz é inquieta, mas é a única paz verdadeira e duradoura.
Paulo Girão Lessa
Fortaleza-CE


Chega de inércia
Após inúmeras solicitações à prefeitura de Fortaleza, promessas não cumpridas e relutância em assinar o Termo de Ajustamento de Conduta - TAC com o Ministério Público Estadual, que, investido de suas prerrogativas, intimou várias vezes o procurador geral do município para comparecer à Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Ceará, a fim de discutir sobre a proposta de humanizar o Centro de Controle de Zoonoses - CCZ, o descaso e a inércia do poder público municipal já atingiu todos os limites de tolerância.
Com cláusulas que estabelecem um controle populacional gratuito de caninos e felinos através de cirurgias de esterilização e castração realizadas pelo CCZ, o TAC elaborado pelo MP por solicitação da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) está no aguardo da boa vontade da prefeitura em assinar o documento. Contudo, o MP, ciente da falta de interesse da gestora municipal em resolver o problema da superpopulação de cães e gatos através da esterilização, adotará as providências necessárias, tendo em vista que a população, consciente da importância desse método humanitário, não mais aceita o extermínio de cães e gatos como forma de controle de natalidade desses animais.
Geuza Leitão
Presidente da Uipa

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