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MERCADO

Concorrentes do iPhone

Consumidores ignoram bloqueios, compram e usam o aparelho sem nenhum problema. Até um clone chinês dele já está sendo vendido


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04/08/2008 00:04

A psicóloga Carolina Gaya nunca se considerou uma apaixonada por tecnologia e não tinha por hábito aproveitar as outras funções que os seus celulares traziam - além da mais usual, que é a comunicação por voz. Isso, no entanto, mudou, depois que ela comprou nos Estados Unidos um iPhone 3G. O aparelho, segunda geração do telefone lançado pela Apple que causou uma pequena revolução na comunicação móvel, traz todos os recursos que o anterior, como tela sensível ao toque, muita praticidade e agora permite também acessar os recursos da rede de telefonia 3G. Entre eles está o acesso à Internet em velocidade de banda larga, o recurso que mais tem fascinado Carolina.

"Às vezes eu chego em casa e nem ligo o computador. Acho mais prático ver os sites no iPhone, mesmo", diz ela, que também usa o aparelho como entretenimento, seja através dos vários jogos ou em locais onde existe Internet via Wi-Fi. "Também gosto dele porque posso ver meu e-mail em qualquer lugar. E a memória de 8GB é ótima, cabem muitas fotos", acrescenta.

O exemplo da psicóloga é bem ilustrativo do que tem acontecido no Brasil, atualmente. Embora a Apple e as operadoras não tenham lançado oficialmente o iPhone no País, cada vez mais usuários desfilam com o aparelho pelas ruas e o liberam para uso com a maior facilidade. "O meu foi desbloqueado por um amigo, através da Internet", revela Carolina.

Enquanto isso, as operadoras e a própria Apple seguem um calendário completamente alheio à realidade. A representação da fabricante do iPhone no País informa, através da sua assessoria de imprensa, que não se pronuncia sobre o uso do aparelho pelos consumidores e ainda está em negociação com algumas operadoras para lançá-lo. A previsão é de que ele "chegue" por aqui até o fim do ano.

Procurada pelo O POVO, a Tim informou que no dia 11 do mês passado a Telecom Italia (empresa à qual a operadora nacional pertence) lançou o iPhone na Europa. E que estão sendo feitas negociações com a Apple para o Brasil. Outra empresa cuja negociação está em nível mundial é a América Móvil, proprietária da Claro. O iPhone 3G foi disponibilizado na América Latina desde o mês passado e a única informação oficial é que o Brasil está na fila. A Vivo também enviou comunicado segundo o qual a o grupo Telefónica irá comercializar o iPhone em 12 mercados da América Latina e o Brasil faz parte da lista. Mas também não há informações sobre prazos ou preços.

O preço do iPhone depois da "chegada", aliás, é outro mistério. Carolina lembra que o aparelho custou, nos Estados Unidos, aproximadamente US$ 400,00. Por aqui, em uma das ofertas do Mercado Livre (www.mercadolivre.com.br), o preço para o iPhone de 16GB era de cerca de R$ 2.500,00 na semana passada. Há possibilidade, no entanto, de que ele seja oferecido pelas operadoras (quando enfim houver o lançamento oficial) por valores subsidiados para usuários de planos pós-pagos.

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