Sílvio Mauro
da Redação
Com a diversificação das pragas que atacam os computadores, criou-se um termo genérico para denominá-las: malwares. Conheça alguns tipos de códigos maliciosos e veja dicas para proteger o micro
19/05/2008 00:42
A década era a de 1980. Naqueles tempos, que para o universo da informática já podem ser considerados bem distantes, os computadores mais modernos tinham 1 MB de RAM (cerca de 0,01% do que têm os micros mais vendidos nas lojas, hoje) e, em geral, tinham carregado no HD apenas o sistema operacional. Foi nessa época que surgiram os primeiros vírus de computador, geralmente disseminados através de disquetes, o único meio então disponível para levar informações de um micro para o outro.
Por causa da pouca capacidade de processamento das máquinas e a lenta velocidade de transferência de dados entre elas, os vírus da década de 1980 podem ser considerados até ingênuas brincadeiras diante do que se vê hoje. A Internet fez com que esse tipo de praga virtual se disseminasse de tal forma que, hoje, o termo "vírus" ficou limitado para definí-lo. Hoje, a denominação mais usada é malware.
Segundo Adriano Filadoro, diretor de tecnologia da On Line Brasil, malware vem de "malicious software" e, "em bom português, descreve um programa malicioso que geralmente age sem ser reconhecido pelo usuário", afirma. Nesse conceito, incluem-se os pioneiros vírus, os worms (vermes) usados para copiar dados financeiros e os trojans (cavalos de tróia). "Esses últimos que costumam resultar da curiosidade do usuário em executar programas travestidos de apelos sociais, promocionais ou sexuais", acrescenta ele.
Nesse último caso, é bastante provável que inexista um endereço de e-mail para o qual não tenha chegado pelo menos uma mensagem ensinando "como aumentar o tamanho do pênis", anunciando fotos de alguma tragédia recente ou simulando avisos de bancos. No caso das instituições financeiras, inclusive, o risco é grande. "Alguns programas alteram a página do usuário, para, quando ele chamar o site do banco, é direcionado automaticamente para um site falso, que está sob controle do invasor", alerta Júlio Falcão, diretor da Coresec Segurança da Informação.
Apesar da grande quantidade de antivírus e do conhecimento cada vez maior dos usuários a praga dos malware,demonstra fôlego extra a cada ano. De acordo com O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), de janeiro a março últimos ano ocorreu um aumento de 34% nas notificações de ataques a servidores da Internet, em relação ao trimestre anterior, e de 519% em relação ao mesmo período de 2007. Números capazes de trazer até saudade dos ingênuos tempos dos vírus propagados pelo disquete.
Dicas de segurança
- mantenha atualizadas as versões dos softwares de proteção e do sistema operacional (no caso do Windows, deixe habilitadas as atualizações automáticas)
- não clique em links que apareçam no conteúdo do e-mail. Se você realmente quiser acessar a página do link, digite o endereço diretamente no seu browser
- evite abrir arquivos ou executar programas anexados aos e-mails sem antes verificá-los com um antivírus
- desconfie sempre dos arquivos anexados à mensagem, mesmo que tenham sido enviados por pessoas ou instituições conhecidas. O endereço do remetente pode ter sido forjado
- desligue o modo de visualização de e-mails no formato HTML
- bloqueie os pop-ups e permita apenas para sites conhecidos e confiáveis, onde forem realmente necessários
- certifique-se da procedência do site e da utilização de conexões seguras ao realizar transações via internet
- somente acesse sites de instituições financeiras e de comércio eletrônico digitando o endereço diretamente no seu browser, nunca clicando em um link existente em uma página ou em um e-mail
- no programa de mensagens instantânes, não aceite arquivos de pessoas desconhecidas, principalmente programas de computadores. Evite, também, fornecer muita informação, principalmente a pessoas que você acabou de conhecer. E, em hipótese alguma, digite dados como senhas ou números de cartões de crédito
- cuide de seu(s) e-mail(s) como cuida do endereço de sua casa. Ninguém passa o endereço a qualquer estranho, nem mesmo fornece esses dados sem perguntar sua utilidade. Logo, o seu e-mail deve ser tratado da mesma forma
- utilize softwares de proteção (antivírus, antispam, anti-spyware e firewall pessoal) nos computadores de casa e do trabalho
- caso note comportamento anômalo em seu computador (reinicializações sem motivo aparente, lentidão e erros diversos, por exemplo), faça um rastreamento com o antivírus e, se o problema persistir, reinstale totalmente o sistema operacional e os aplicativos
- em caso de contaminação por vírus ou outro código malicioso, reinstale totalmente o sistema operacional e os aplicativos, evitando restaurar backups antigos
Fontes: www.antispam.br e cartilha.cert.br
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